Governo de São Paulo anuncia fim de rebeliões em CDPs

Terminaram no início da noite os tumultos ocorridos em quatro unidades prisionais da grande São Paulo. Nos Centros de Detenção Provisória (CDPs) de Parelheiros e Suzano e na Penitenciária 1 de Franco da Rocha, o final do motim ocorreu perto das 19 horas e, em São Bernardo do Campo, por volta da 20 horas. A informação é da assessoria de imprensa da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP). Na Cadeia Pública de São Carlos, porém, uma rebelião prossegue com um carcereiro como refém. Essa unidade prisional é administrada pela Secretaria de Segurança Pública e não pela SAP.Os movimentos foram considerados "pacíficos" pela SAP, que não quis classificá-los como rebeliões. De acordo com a assessoria, não houve "nenhum registro de violência", como reféns, quebra de imóveis e nem reivindicações dos detidos. Tudo teria sido encerrado, ainda segundo a SAP, por meio do diálogo. A assessoria da Secretaria mão soube informar, no entanto, o motivo que teria levado os presos a se rebelarem.Os tumultos tiveram início na manhã deste sábado e a polícia teria agido apenas se posicionando em volta das unidades sem a necessidade de intervenção, o que foi chamado pela SAP de "medida preventiva de segurança".No interior de São Paulo, em São Carlos, prossegue a rebelião na cadeia pública onde um carcereiro é mantido como refém - o diretor da cadeia negocia com os presos sua libertação. Não há, até momento, notícias de pessoas feridas. A informações são da assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, que controla a cadeia e mais outras 222 unidades prisionais.A rebelião teve início por volta das 14 horas, com os presos reclamando da superlotação da unidade, que tem capacidade para 60 pessoas. A assessoria não soube informar qual o número de detidos em São Carlos. Logo após as reclamações, os presos começaram a depredar o local e tomaram o carcereiro como refém. Na última quinta-feira, oito presos fugiram da cadeia de São Carlos pulando o muro da unidade; dois foram recapturados.Os motins desse fim de semana em várias unidades prisionais deixaram as autoridades em alerta, com o temor da repetição da onda de violência que tomou conta do Estado no mês passado depois de uma série de rebeliões coordenadas pela facção criminosa PCC. Assim, a postura do governo foi estancar os movimentos que começaram na sexta-feira rapidamente. Em Mirandópolis, Itirapina e Araraquara, a tropa de Choque ocupou os presídios para por fim ao movimento. A primeira, já na noite de sexta-feira e as duas seguintes nas primeiras horas da manhã deste Sábado. Uma rebelião de menores internos na Unidade Tatuapé da Febem também foi rapidamente sufocada pela polícia.

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