Governo de SC cobra de família da vítima reparo de viatura que matou idosa

Alegação do Estado, com base na conclusão do inquérito policial sobre o acidente, é de que Irena dos Santos atravessava a rua fora da faixa de pedestres

Tomas Petersen, Especial para O Estado

25 de abril de 2014 | 17h50

FLORIANÓPOLIS - O governo de Santa Catarina está cobrando na Justiça o conserto de uma viatura da Polícia Militar danificada ao atropelar e matar uma idosa de 81 anos em Balneário Camboriú. O acidente aconteceu em 2007, e o processo foi aberto três anos depois. A família foi inocentada na primeira instância, mas a Procuradoria-Geral do Estado recorreu ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

A alegação do Estado, com base na conclusão do inquérito policial sobre o acidente, é de que Irena dos Santos atravessava a rua fora da faixa de pedestres. Em comunicado, a PGE afirmou: "O processo judicial para a cobrança de danos é padrão e regra da assessoria jurídica do Estado. Se houve um inquérito técnico, apontando que houve culpa da pessoa que provocou o acidente, há esse processo normal para a reparação de danos". Família e testemunhas afirmam o contrário: ela estava na faixa, com o sinal aberto para pedestres quando foi atingida pela viatura em alta velocidade.

A advogada da família Reti Jane Popelier disse que o atual custo do conserto está em R$ 6 mil. A ação judicial está impedindo a família de fazer o inventário de Irene de Souza. "Conseguimos provar que a vítima não foi responsável pelo acidente. Vamos também entrar com ação de ressarcimento contra o Estado pela morte dela", disse.

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