Governo de SP cobra "estratégia" para fiscalizar perueiros

O secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Saulo de Castro, reafirmou que o governo paulista não pretende deslocar PMs para ajudar na fiscalização de perueiros irregulares. "Sem uma uma estratégia de atuação não dá para fixar um efetivo", disse Castro. Ele se reuniu ontem com o chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Transportes, Luiz Silveira Rangel, para discutir o assunto."Ele disse que não havia nenhuma estratégia, mas que precisaria de uns 130 a 140 policiais por uns 60 dias", disse Castro. "Nesse caso, pedi a ele que fizesse um esforço conjunto, com os PMs que já estão servindo na Prefeitura e que ele pode alocar como quiser, e com a Guarda Civil Metropolitana. Senão, eu vou ter que tirar de algum lugar para acompanhar blitz contra perueiro irregular", completou.O efetivo da PM na prefeitura é de 133 policiais, 68 na própria Secretaria Municipal de Transportes e 65 na prefeitura. A GCM tem cerca de 5 mil homens. "Entendo que se a prefeitura ajudar, cedendo seus PMs, a gente resolve a questão", disse Castro. Ele rejeita o argumento de que a GCM não é respeitada e, portanto, não poderia atuar na fiscalização."Todo dia ouço que tem que aumentar o efetivo da GCM, criar a Secretaria Municipal de Segurança. Acho que é engraçado. Se eles não têm respeito nem de perueiro, como é que vão combater o crime?", questionou Castro. "Há 5 mil GCMs. Será que não tem uma meia dúzia que pode ajudar nisso? É tudo a PM, tudo a Secretaria de Segurança Pública?", insistiu.Segundo Castro, se houver uma operação especial de segurança, o governo paulista concorda em colaborar cendendo o efetivo de policiais. "Nesse caso, se precisar do GOE, Garra, Rota, tropa do Choque, a gente manda também. Mas para ações especiais", disse Castro. O governador Geraldo Alckmin concordou com as declarações do secretário.

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