Governo de SP diz que não vai repassar custo integral de pedágio

O secretário estadual dos Transportes, Dario Rais Lopes, disse nesta terça-feira que não vai repassar integralmente o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para a tarifa dos pedágios das estradas no próximo reajuste, em julho. "A previsão é de que o IGP-M atinja entre 30% e 31% na data, o que é muito."Segundo Lopes, vai ser negociada uma correção menor com as empresas concessionárias. "Vamos conversar até julho." Apesar disso, ele disse que pretende manter o índice de referência. Seu antecessor, Luiz Carlos David, encomendou estudo à FGV, que ficaria pronto em janeiro, para desenvolver um novo parâmetro, porque julgava que o setor pedia um fator de reajuste diferenciado. "Ainda não recebi o estudo, mas não acho adequado mudar."Lopes disse que o contrato de concessão é de 20 anos e as empresas tomaram empréstimos no exterior com base no IGP-M. "Agora que vão pagar, mudo o índice?"Lopes confirmou que o Rodoanel não terá pedágio e disse que o governo estuda alternativas para financiar a obra dos trechos sul, leste e norte, orçada em R$ 5 bilhões, sem que o motorista tenha de desembolsar nada. "Uma delas é o pedágio sombra, mas há outras."Por essa opção, é feita uma estimativa de quantos veículos circulariam pelo anel e qual seria a receita de pedágio, mais o custo de manutenção. A iniciativa privada tocaria a obra e receberia do Estado uma taxa mensal baseada nesse cálculo.O secretário admitiu que o Estado vai cuidar do processo de licenciamento ambiental dos três trechos, mas, nesta gestão, só deve concluir o sul, que liga o oeste às Rodovias Anchieta e Imigrantes. "Mas queremos que a obra marque presença em todos os trechos."Para isso, assim que estiver escolhido o traçado definitivo, a secretaria quer tocar medidas de compensação ambiental mesmo onde a obra não será feita agora. "Se há previsão de construir um parque no norte ou no leste, podemos executar independentemente de fazer a estrada, com a cooperação da comunidade, das ONGs."Há ainda várias audiências públicas até março, antes de prosseguir o licenciamento ambiental. Anteontem, na de Mauá, a Prefeitura de São Bernardo apresentou uma alternativa ao traçado do trecho sul. A intenção é aliviar o impacto na Represa Billings e proteger áreas residenciais.

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