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Governo de SP quer postergar reajuste dos pedágios

O secretário de Transportes do Estado de São Paulo, Michael Zeitlin, admitiu hoje que o governo quer renegociar prazos de obras pelas concessionárias rodoviárias em troca da postergação do reajuste dos pedágios, previsto para julho. No entanto, ele reconheceu que a possibilidade de as empresas concordarem em adiar o aumento anual dos preços dos pedágios é praticamente inexistente. As concessionárias de rodovias estaduais podem ajustar os preços dos pedágios todo mês de julho, por força do contrato que têm com o Estado. O reajuste ocorre sempre com base na inflação medida pelo IGP-M. Neste ano, os preços irão subir cerca de 11%. "Em princípio existe a possibilidade de as empresas negociarem mudanças nos contratos, mas até agora nenhuma delas entrou em contato com a secretaria para falar a respeito", disse Zeitlin. De acordo com o secretário, para facilitar as negociações, o governo proporia o prolongamento do contratos, assim como a reprogramação de obras. Com a mudança no cronograma dos investimentos, as concessionárias poderiam admitir mudanças na cobrança de pedágio. "Por enquanto, esta é só uma possibilidade", afirmou. Segundo ele, o governo espera nova onda de reclamações em razão do reajuste das tarifas. "É todo ano a mesma coisa: em julho a gente ressuscita esta história velha", disse. Zeitlin informou que o governo está fiscalizando o pagamento do vale-pedágio pelas empresas que contratam transportadores, com o objetivo de evitar maiores queixas por parte dos caminhoneiros. O secretário acrescentou que o governo do Estado mantém a intenção de terminar as obras do trecho Oeste do Rodoanel em fevereiro de 2002. O secretário participou hoje da Conferência de Logística da Associação Brasileira de Logística (Aslog), na sede da Câmara Americana de Comércio (Amcham), em São Paulo.

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