Governo de SP sugere que ação do MP contra a PM tem motivação eleitoral

Em nota, Secretaria de Segurança Pública diz repudiar pedido de afastamento do comando da Polícia Militar

26 de julho de 2012 | 19h17

SÃO PAULO - Em nota à imprensa, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo diz repudiar e lamentar a posição do representante do Ministério Público Federal, Matheus Baraldi, de pedir o afastamento do comando da PM, assim como o acompanhamento da criminalidade no Estado pelos próximos 12 meses.

Leia a íntegra a nota:

"A Secretaria da Segurança Pública (SSP) repudia e lamenta a posição do representante do Ministério Público Federal. A ideia propalada pelo procurador da República, de que a PM estaria descontrolada e teria que ter o comando substituído, é absurda e capciosa. A Polícia Militar é uma instituição preparada e  serve de referência a outras polícias do País. É evidente que, numa corporação com mais de 90 mil homens, erros acontecem. Quando eles ocorrem - como nos dois casos registrados na semana passada - os policiais são presos e, após procedimento disciplinar, expulsos. Explorar dois casos isolados para tentar distorcer a percepção da opinião pública é a última coisa que o procurador deveria fazer. Por conta disso, o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, vai representar contra o procurador da República na Corregedoria do MPF. Estranhamente, o posicionamento do procurador coincide com um momento pré-eleitoral.  Espera-se que o MPF aja com eficiência contra duas das causas principais da criminalidade nos Estados - notadamente o contrabando de armas e drogas que entram pelas mal-patrulhadas fronteiras do País."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.