Governo decide se libera recursos para PDV da estiva

O governo federal decide nesta terça-feira se libera uma linha de crédito de R$ 75 milhões, por meio da Caixa Econômica Federal (CEF), para o Programa de Demissão Voluntária (PDV) de cerca de dois mil portuários de Santos.A informação é do prefeito de Santos, Beto Mansur (PPB), após participar de reunião, nesta segunda-feira à noite, no Palácio do Planalto, com o ministros Pedro Parente (Casa Civil) e Eliseu Padilha (Transportes) e o líder do governo na Câmara dos Deputados, Arnaldo Madeira (PSDB-SP).Mansur explicou que haverá, nesta terça, às 10h, nova reunião no Planalto para que o governo possa divulgar a fórmula para a liberação do dinheiro.O portuários reivindicam também a criação de um centro de qualificação, instalado no Porto de Santos, que funcionaria para instruir os profissionais que vão aderir ao PDV.O prefeito disse que neste projeto específico seriam empregados recursos do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT).O presidente do Sindicato dos Estivadores de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão, Vanderlei José da Silva, disse que o retorno ao trabalho a partir desta terça-feira representa um voto de confiança no governo federal na retomada das negociações.Para o sindicalista, caso não se chegue a um acordo, a categoria poderá reavaliar a situação. Porém, ele não quis afirmar se os portuários poderiam retomar a greve.Mansur explicou que os R$ 75 milhões seriam repassados pela Caixa ao Órgão Gestor de Mão de Obras (Ogmo) e aos operadores portuários que ficariam encarregados de colocar em prática o programa de demissões.O prefeito informou que a linha de crédito específica teria condições de pagamento especiais com juros mais baixos do que os cobrados pelo sistema financeiro.Outra questão diz respeito às perdas salariais da categoria. Segundo Mansur, os portuários não tiveram ganhos com os dissídios de 1998 e 1999.O sindicalista Vanderlei Silva informou que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspendeu os porcentuais de reajuste de 4,5% (1998) e 3% (1999). "Isso tinha sido dado no dissídio julgado pelo TRT", assegurou.

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