Governo discute medidas e pode limitar tráfego em Congonhas

O governo estuda uma série de medidasde curto e médio prazo para atacar os problemas de tráfegoaéreo em Congonhas. Reunião de coordenação nesta quinta-feiradeterminou que o Conselho de Aviação Civil (Conac) discuta aspossibilidades de limitar pousos e decolagens no aeroporto deSão Paulo, disse uma fonte do Palácio do Planalto. Na avaliação de um ministro, dada à Reuters sob condição doanonimato, o acidente com o Airbus A320 da TAM, que fazia o vôo3054 na última terça-feira, "aumentou as condições políticas derediscutir Congonhas". "As companhias aéreas e boa parte da população sempre forammuito resistentes à diminuição do tráfego lá", disse oministro. Há na pauta um debate para fazer uma transição na estruturaatual do aeroporto, o mais movimentado do país em número depassageiros. As empresas aéreas sempre exerceram pressão paramanter a atuação de Congonhas nos níveis atuais. Segundo relatos de interlocutores, o presidente estáconvencido de que é preciso desafogar o aeroporto. Comandadapelo ministro da Defesa, Waldir Pires, a reunião do Conac(órgão consultivo do presidente) pode contar com a participaçãodo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também não está descartado um pronunciamento de Lula sobreo acidente. Há algum tempo escanteado da gestão da crise aérea, WaldirPires ficou ainda mais apagado após a tragédia desta semana.Ele não foi convidado a participar da reunião de coordenação degoverno nesta manhã, ausência que a assessoria de imprensa doPlanalto classificou como normal. Mas ele deve se reunir com opresidente Lula ainda nesta tarde. O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, é oúnico interlocutor de Lula até agora. O militar voltou de SãoPaulo e reuniu-se nesta quinta com o presidente, a queminformou que a caixa preta da aeronave parte nas próximas horaspara os Estados Unidos, onde será periciada. O governo espera ter a degravação dos diálogos da cabinetejá no início da semana que vem. Além do presidente e de seu vice, José Alencar,participaram da reunião de coordenação outros seis ministros deEstado. Durante o encontro, a alta cúpula do governo avaliou que háuma tendência de que a provável causa do acidente não seja apista de Congonhas, apesar de ser "prematuro" ponderar asrazões antes que a investigação da Aeronáutica seja concluída.

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