Divulgação/Polícia Civil
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Governo do Acre determina que torres de energia sejam policiadas após ataques

Quadrilha que derrubou torres de transmissão queria extorquir a Eletrobrás; suspeito foi preso

Itaan Arruda, especial para O Estado de S.Paulo

01 Fevereiro 2012 | 18h24

RIO BRANCO - O governo do Acre determinou nesta quarta-feira, 1º, que a área onde as torres de transmissão de energia no limite entre o Acre e Rondônia sejam policiadas. A medida vem depois do anúncio da prisão de um dos integrantes da quadrilha acusada de derrubar ao menos sete torres para extorquir a Eletrobras.

A sabotagem contra a empresa começou em novembro de 2011, quando três torres de distribuição foram desparafusadas e derrubadas em Sena Madureira, a 137 km de Rio Branco. No início deste ano, José Ferreira de Freitas, de 59 anos, começou a contatar a empresa exigindo pagamento de R$ 50 mil para evitar novos ataques.

Durante as negociações, foram verificadas que outras duas torres já estavam desparafusadas. Na semana passada, Sena Madureira teve um apagão por causa da ação. Segundo um representando do governo, caso aconteça algo semelhante ao que ocorreu em novembro, o Estado pode fica inteiramente às escuras.

Em nota distribuída à imprensa à tarde, a Eletrobras Distribuidora Acre informou que o crime de vandalismo mobilizou equipe de 80 homens para reparar os danos e levou 63 horas para reerguer a estrutura de sustentação dos cabos de energia.

O comunicado disse ainda que a empresa já vinha efetivando "medidas preventivas" de acidentes "desde o primeiro acidente em Sena Madureira" (ocorrido em 11 de novembro de 2011). A direção garante que essas medidas de prevenção "estão sendo intensificadas".

Investigação. Para o delegado que coordenou as ações, Freitas não é o líder da quadrilha, que estaria disposta a radicalizar para conseguir o dinheiro. "As investigações não param agora. Possivelmente, há mais quatro ou cinco pessoas envolvidas", disse Alcino Júnior.

A atuação do suspeito também mostra que "ele não é tão amador quanto parece". Segundo os investigadores, as situações criadas, a tentativa de se passar por outra pessoa e os locais escolhidos para entrega do dinheiro são detalhes que sugerem um grupo com o mínimo de organização.

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