SSPDS/Divulgação
SSPDS/Divulgação

Governo do Ceará desmente toque de recolher; Força Nacional começa a atuar neste sábado

Até o início da tarde deste sábado, 86 pessoas haviam sido presas por envolvimento nos ataques; PMs estão em 104 linhas de ônibus da capital e região metropolitana

Renata Okumura e Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

05 Janeiro 2019 | 11h17
Atualizado 05 Janeiro 2019 | 15h17

SÃO PAULO - A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) esclareceu, neste sábado, 5, que é falso o boato de toque de recolher que esta circulando nas redes sociais desde a madrugada. Até o início da tarde de sábado, 86 pessoas haviam sido presas por suspeita de envolvimento nos ataques em Fortaleza e em 13 cidades do Ceará, de acordo com a pasta.

A nota dizia que a população não deveria sair de suas residências, pois as Forças Armadas entrariam em confronto armado com as facções criminosas do Estado. A SSPDS reforçou no Twitter que a notícia é falsa e que informações oficiais apenas são divulgadas no site da pasta e perfis oficiais das redes sociais. 

O Ceará registrou nos últimos dias uma onda de ataques a prédios, bancos e ônibus no interior e na capital.  Além das 86 prisões até este sábado, foram apreendidas duas armas de fogo, entre elas um fuzil mosquefal, galões de gasolina e coquetéis molotovs.

Ônibus e presídios

Neste sábado, policiais militares estão atuando em 100 linhas de ônibus da capital cearense e quatro na região metropolitana. Equipes de motopatrulhamento também integram as equipes de policiamento. 

A partir de meia-noite, 20 linhas de ônibus "corujões" foram escoltadas por viaturas da PM.

Segundo a SSPDS, mais de 250 detentos da Casa de Privação Provisória de Liberdade 3, em Itaitinga, devem ser autuados "por envolvimento em distúrbios na unidade". Desde quinta-feira, 3, quando começaram os ataques, 113 presos teriam sido autuados por desobediência, resistência e motim. 

Sobral e Massapê

As cidades de Sobral e Massapê foram alvo de ataques na madrugada deste sábado, segundo a Polícia Militar de Sobral. De acordo com a corporação, as ações criminosas foram contra o prédio da Guarda Municipal, onde um ônibus da instituição foi incendiado.

Na ação contra Centro de Referência de Assistência Social, que funciona na Vila União, os policiais conseguiram ompedir que os criminosos incendiassem o prédio e prenderam quatro suspeitos.

Em Massapê, quatro veículos tipo van teriam sido incendiados e os criminosos conseguiram fugir, informou

Força Nacional

Agentes da Força Nacional começam a atuar no Ceará, após a ocorrência de, pelo menos, 70 ataques criminosos registrados desde a noite de quarta-feira, 2. O pedido do governador do Estado, Camilo Santana (PT), foi atendido pelo ministro Sérgio Moro, da pasta de Justiça e Segurança Pública, depois de inicialmente negado.

Moro autorizou na sexta-feira, o envio de 300 agentes da Força Nacional ao Estado. No dia anterior, ele havia negado o deslocamento imediato dos agentes. Além da tropa, que vai ficar 30 dias no Ceará, serão enviadas 30 viaturas. No mesmo dia, o governo estadual empossou 373 novos policiais militares, que vão reforçar o patrulhamento nas ruas e 34 policiais rodoviários federais, nas BRs. Outro reforço veio do governo baiano, que mandou 100 PMs.

A partir deste sábado, para garantir a circulação, os ônibus devem ser escoltados por policiais militares dentro dos veículos. Os PMs acompanham 33 linhas em Fortaleza e quatro na região metropolitana, segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará. 

Até este sábado, 50 pessoas foram detidas por envolvimento em crimes em Fortaleza, região metropolitana e interior. As investigações são coordenadas pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e as diligências seguem em andamento com equipes de policiais civis e militares. / COM AGÊNCIA BRASIL

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.