Dida Sampaio/Estadão
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Governo do DF libera reabertura de shoppings a partir de quarta-feira

Decreto prevê veta funcionamento de provadores de roupas, praças de alimentação, brinquedotecas e cinemas

Sandra Manfrini, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2020 | 12h56

BRASÍLIA - O governo do Distrito Federal decidiu flexibilizar as medidas de restrição do funcionamento do comércio local e editou um novo decreto liberando a retomada de novos serviços na capital federal, incluindo a abertura de shoppings centers. Os estabelecimentos poderão reabrir na próxima quarta-feira, 27, em horário reduzido, das 13h às 21h, desde que seguidas algumas regras de proteção aos empregados e clientes durante a pandemia do novo coronavírus.

Segundo o decreto, assinado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), os shoppings terão de fornecer equipamento de proteção individual e álcool em gel a empregados, colaboradores, terceirizados e prestadores de serviço. Todos os funcionários terão de realizar testes de covid-19 a cada 15 dias. O funcionamento está limitado a 50% da capacidade, para evitar aglomeração.

Apesar de liberada a abertura das lojas, terão de continuar fechadas áreas de recreação, lojas como brinquedotecas, de jogos eletrônicos, cinemas, teatros. As praças de alimentação e quiosques do setor alimentício também devem permanecer fechados, sendo autorizados apenas os serviços de entrega em domicílio e retirada. As mesas não poderão ser utilizadas para consumo local, devendo ser retiradas ou bloqueadas.

Os shoppings também terão de medir a temperatura de todos os clientes nas entradas. Além disso, as lojas não poderão liberar o uso de provadores de roupas.

O decreto divide os horários de funcionamento de diversos setores em Brasília, para evitar um maior número de pessoas nas ruas e no transporte público. Além dos shoppings, que poderão funcionar das 13h às 21h, os setores de indústria e serviços ficam com funcionamento limitado das 9h às 17h, enquanto comércio varejista será reservado ao período das 11h às 19h.

Somente podem funcionar durante 24 horas os comércios e serviços considerados essenciais, como supermercados, hortifrutigranjeiros, mercearias, açougues, padarias, farmácias, clínicas e consultórios médicos, odontológicos, laboratórios, clínicas veterinárias, comércio atacadista, postos de combustíveis e lojas de conveniência.

Os estabelecimentos que se mantiverem abertos terão de observar todos os protocolos e medidas de segurança, como garantir a distância mínima de dois metros entre as pessoas e a utilização de equipamento de proteção individual por empregados, colaboradores, terceirizados e prestadores de serviço. Além disso, terão de organizar uma escala de revezamento de dia ou horário de trabalho entre os funcionários.

Continua proibido o funcionamento de escolas, universidades, creches, tanto nas redes pública quanto privada. As escolas particulares poderão antecipar recesso ou férias escolares a critério de cada unidade.

Também continuam suspensos: eventos de qualquer natureza; atividades coletivas como cinema e teatro, com exceção do cine drive-in, desde que as pessoas permaneçam dentro dos seus carros; o funcionamento de academias de esporte de todas as modalidades; visitação a museus, zoológico, parques; funcionamento de boates e casas noturnas; de feiras populares, com exceção das feiras permanentes; clubes recreativos; funcionamento de salões de beleza, barbearias, esmalterias e centros estéticos; bares, restaurantes, quiosques, foodtrucks; e comércio ambulante de forma geral.

Bares, restaurantes continuam somente com o sistema de entrega ou retirada, mas sem consumo local.

Os cultos, missas e rituais de qualquer religião seguem vetados, com exceção dos que ocorrerem em estacionamentos - desde que as pessoas permaneçam dentro dos seus veículos e seja mantida a distância mínima de dois metros entre cada carro.

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