Governo do Rio apresenta dirigível que atuará contra o crime

A Secretaria de Segurança Pública do Rio apresentou nesta segunda-feira o dirigível de 40 metros que, a partir desta sexta-feira, começa a reforçar o policiamento na Região Metropolitana do Rio, atuando no planejamento de ações de combate ao crime organizado e na captura de traficantes. Equipada com câmeras e sensores especiais, a aeronave consegue fotografar a placa de um carro ou o rosto de uma pessoa a uma distância de até 15 km, garante a secretaria.A secretaria já mapeou 386 pontos do Rio que serão cobertos pelo dirigível. Ele vai enviar informações sobre as áreas cobertas para uma central localizada na sede da secretaria (centro do Rio). A idéia é que as informações e imagens recolhidas pela aeronave ajudem no deslocamento de carros e policiais para as áreas de conflito, realizando assim, operações precisas e mais baratas. O secretário de Segurança, Roberto Aguiar, disse que acredita que o dirigível vai representar uma grande economia dos recursos da secretaria. Mas inicialmente ele vai aumentar os gastos com segurança. A secretaria vai pagar, por mês, R$ 586 mil no aluguel e manutenção da aeronave. "Além de ajudar na segurança, o dirigível também vai poder ser usado pelo resto da sociedade, como geólogos, pesquisadores e pessoas que trabalham com meio ambiente", disse o secretário.A empresa Lightship Brasil, que fornece o serviço ao governo do Estado, garante que a aeronave pode resistir as ameaças de tiros de armas poderosas, como AK-47 ou AR-15. Segundo o diretor-executivo da empresa, Flavio Kauffman, o dirigível não correrá risco de ser abatido por traficantes porque vai sobrevoar as áreas perigosas a uma altura bem superior ao alcance das armas. Além disso, segundo Kauffman, há mecanismos de segurança tanto na cabine de controle quanto no "envelope" de gás hélio. A cabine, que vai transportar um piloto e um operador de sistema, é revestida com um material chamado Kevlar, o mesmo utilizado em coletes à prova de bala. E o "envelope", mesmo furado por uma bala, leva até 20 horas para esvaziar, não havendo problemas para o pouso da aeronave, garante a empresa. "Um de nossos dirigíveis já foi atingido por oito balas de AK-47, mas não houve problema. Ele desceu normalmente", contou Kauffman.O dirigível pode ficar até 16 horas no ar e atingir uma velocidade de até 170 km/h. A secretaria planeja mantê-lo em vôo 12 horas por dia. A grande maioria das operações vai acontecer à noite, quando as câmeras e sensores (com raios infra-vermelhos) têm mais condições de localizar tiroteios ou movimentações em áreas de risco. Segundo Kaufmann, a idéia é manter a aeronave estacionada em locais estratégicos para acompanhar as ações criminosas e movimentar o efetivo policial com precisão. A aeronave será testada em um projeto-piloto de três meses de duração. Na quinta-feira, o secretário Roberto Aguiar vai fazer uma apresentação pública do dirigível (chamado Pax Rio) no Hotel Copacabana Palace, na zona sul.

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