Governo do Rio unificará sistema de inteligência da polícia

O governo do Rio vai unificar todo o sistema de inteligência da polícia estadual numa tentativa do secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho, de centralizar as informações sobre o crime organizado. Garotinho entregou hoje um plano regional de segurança para o Ministério da Justiça, que repassará ao Estado R$ 40 milhões. "O Rio vai dar uma contrapartida de R$ 14 milhões", disse o secretário. O item mais ambicioso do plano do governo fluminense é a modernização do sistema de identificação. Garotinho pretende usar R$ 22 milhões para modificar o banco de dados do Instituto Félix Pacheco, centro responsável pela emissão de documentos cujos métodos de trabalho são tão precários que possibilitam a uma mesma pessoa tirar duas carteiras de identidade com nomes diferentes. "Os criminosos modificam o nome e ficam impunes. Elias Maluco, por exemplo, tinha duas carteiras de identidade", disse o secretário sobre o traficante que assassinou o jornalista Tim Lopes. O novo sistema será idêntico ao adotado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que contém dados que permitem, por meio digital, a identificação de 11 milhões de pessoas. "Com a modernização do instituto, vamos também passar outras 22 milhões de pessoas para uma nova base de dados, como a do Detran", explicou Garotinho. No plano, o governo do Rio inclui a intenção de construir uma casa de custódia para presos federais que hoje permanecem detidos na carceragem da Polícia Federal enquanto esperam julgamento. Para isso, Garotinho obteve do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, a promessa de liberação de R$ 7,5 milhões. Além disso, a Secretaria de Segurança Público do Rio vai construir outros sete postos de polícia técnica - outros sete deverão ser inaugurados nesta semana pela governadora Rosinha Matheus. Os postos vão reunir técnicos do Instituto Médico Legal e do Instituto de Criminalística Carlos Ebóli. O governo do Rio vai investir mais R$ 2,5 milhões na modernização operacional das Polícias Civil e Militar, uma medida que, segundo Garotinho, para acabar com a burocracia no atendimento à população. "Vamos aplicar os recursos em pessoal e material", afirmou o secretário. De acordo com ele, o governo vai criar ainda perícias móveis e reativar uma campanha de prevenção ao uso de drogas nas comunidades, escolas e entre os jovens.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.