Governo do Uruguai quer promover leilão de aviões da Pluna

O governo uruguaio anunciou nesta segunda-feira o envio ao parlamento de um projeto de lei para liquidar rapidamente a companhia aérea Pluna e leiloar parte de sua frota, buscando assim estruturar uma nova companhia e não perder competitividade.

Reuters

09 de julho de 2012 | 17h35

A iniciativa busca acelerar os processos dispostos na legislação nacional, no âmbito do processo de falência, uma vez que na quinta-feira foram cancelados todos os voos da companhia aérea.

"As aeronaves, segundo o que foi disposto no projeto, serão deixadas em um depositário que se encarregará de levá-las a leilão", disse o ministro da Economia, Fernando Lorenzo, em entrevista coletiva.

Serão ofertados sete dos 13 aviões Bombardier CRJ900 NextGen, que são garantia do crédito autorizado pelo Estado uruguaio para as aquisições e cujo valor supera os 135 milhões de dólares. Está previsto que o leilão se realize, no máximo, em 60 dias, segundo o projeto de lei.

Posteriormente, e de forma independente às aeronaves, o Poder Executivo negociará com o proponente as frequências que a Pluna dispõe na Argentina, Brasil, Chile e Paraguai, além da contratação de mais de 700 trabalhadores que se encontram, desde a quinta-feira, sob seguro-desemprego.

"Nós estamos convencidos de que sete aviões, mais frequências e trabalhadores à disposição para começar a voar no dia seguinte, (fazem) o negócio atrativo por si só, em matéria aérea", disse o ministro dos Transportes, Enrique Pintado.

Caso se concretize o leilão, a companhia aérea seria privatizada, após 75 anos com participação do Estado.

(Por Malena Castaldi)

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