Governo e oposição brigam sobre CPI do apagão aéreo

Governo e oposição travaram no início da noite no plenário da Câmara uma queda de braço sobre a criação da CPI do apagão aéreo. Assim que o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia(PT-SP), leu o ato da mesa criando a CPI, o líder do PT, Luiz Sergio (RJ), entrou com recursos na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara contra a decisão de Chinaglia. Luiz Sérgio pediu, com o apoio de outros partidos da base, que enquanto a CCJ não decidir sobre a questão, a CPI não poderá ser instalada. A suspensão ou não da instalação da CPI vai depender de votação no plenário da Câmara. Neste momento, os partidos estão orientando suas bancadas sobre como deverão votar. O PT entrou com recurso depois de uma tentativa frustrada de convencer deputados governistas a não apoiarem mais a criação da CPI.O requerimento de criação da CPI, de autoria dos deputados Vanderlei Macris (PSDB)-SP) e Otávio Leite (PSDB-RJ) teve 211 assinaturas. O mínimo necessário para a criação de uma CPI é de 171 assinaturas. Dos deputados que assinaram o pedido dos tucanos, 111 integram partidos da base do governo. Ao anunciar a criação do CPI, Chinaglia argumentou que foram cumpridos os requisitos formais: número de assinaturas e conter um fato determinado para ser investigado. O líder petista Luiz Sérgio contestou afirmando que o pedido de CPI fala do apagão aéreo sem especificar o que representa essa expressão. "O fato determinado é difuso, genérico e confuso", afirmou Luiz Sérgio.Causas e conseqüênciasO requerimento que pede a criação da CPI diz que a comissão é para "investigar as causas, conseqüências e os responsáveis pela crise do sistema de tráfego aéreo brasileiro, chamada de apagão aéreo, desencadeada após o acidente aéreo ocorrido no dia 29 de setembro de 2006, envolvendo um boeing 737-800 da empresa aérea Gol e um janto Legacy da America Excel Aier, com mais de uma centena de vítimas".

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