Governo enfrenta PCC

Um dia depois da maior rebelião da história do sistema carcerário brasileiro - 16 mortos, 22 mil amotinados, 10 mil reféns em 22 cidades -, o governo do Estado de São Paulo decidiu endurecer e enfrentar o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que domina os presídios paulistas. Os critérios para autorizar as visitas serão revistos e os líderes processados pelos crimes cometidos.Isolar as lideranças e modificar as normas de visitas nos presídios são as duas principais medidas que o governo adotará para enfrentar o PCC. A rebelião, iniciada neste domingo, foi controlada nesta segunda-feira e atingiu 25 presídios, 2 cadeias públicas e 2 distritos policiais. O movimento deixou pelo menos 16 presos mortos e teve a participação de 25% dos 94 mil detentos do Estado. "Nas 25 penitenciárias vamos rever os critérios de visitas", disse o secretário da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa. Ele afirmou que será averiguado quem está entrando como visita. O governo poderá restringir o número de visitantes de cada preso para facilitar a revista. Para o próximo fim de semana, não está definido se haverá visita.

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