Governo espera decisão sobre extradição de Cacciola para julho

O governo brasileiro espera para omês que vem uma decisão do príncipe Albert, de Mônaco, sobre aextradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola, que nestaquarta-feira teve recurso contra medida rejeitado. Com a recusa da apelação, apresentada contra parecer daProcuradoria do principado favorável a sua volta ao Brasil,ficam esgotadas as instâncias às quais os advogados do ex-donodo Banco Marka podem recorrer dentro de Mônaco. A assessoria do Ministério da Justiça, no entanto, afirmoujá ter informações de que a defesa do ex-banqueiro entrou comuma apelação junto à Corte de Direitos Humanos da Europa. "É mais um duro golpe contra a impunidade e um sinal de quea Justiça está ao alcance de todos", disse o secretárioNacional da Justiça, Romeu Tuma Júnior, em nota divulgada peloministério, que prevê a decisão do príncipe para o mês que vem. Em abril, quando a Procuradoria de Mônaco decidiufavoravelmente à extradição de Cacciola, o ministro da Justiça,Tarso Genro, disse que o governo estará pronto para trazer oex-banqueiro de volta ao país dois dias após a deliberação dopríncipe, que nunca tomou uma decisão contrária ao parecer daProcuradoria. Cacciola foi condenado a 13 anos de prisão pela Justiçabrasileira por crimes financeiros. Foragido desde 2000, ele foipreso pela polícia de Mônaco em setembro do ano passado. O escândalo financeiro envolvendo Cacciola ocorreu em 1999,durante o processo de desvalorização do real, quando o BancoCentral socorreu os bancos Marka e FonteCindam com 1,6 bilhãode reais. O BC justificou na época a ajuda a esses bancos como umamedida para evitar o que classificou de risco sistêmico para omercado financeiro do país. (Reportagem de Eduardo Simões)

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