Governo fará 'o que for possível' para achar os corpos, diz Lula

Nesta 2ª, foram achados mais dois corpos, subindo para 19 o número de vítimas recolhidas na área de buscas

Agência Estado,

08 de junho de 2009 | 10h07

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, 8, que o governo fará todo o esforço que estiver ao seu alcance para encontrar "tudo o que for possível" do avião da Air France que caiu no mar, na semana passada. "Principalmente corpos porque, nesse momento de dor, não vai resolver o problema, mas já é um conforto imenso para a família saber que está enterrando o seu ente querido." A Aeronáutica corrigiu nesta manhã o número de corpos achados na área de buscas a cerca de 800 quilômetros de Fernando de Noronha. São ao todo 16.

 

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Os primeiros corpos de vítimas do acidente do Airbus da Air France começarão a ser identificados tão logo cheguem a Fernando de Noronha, o que está previsto para ocorrer na terça-feira. Os familiares vão ajudar com o fornecimento de material genético, informações detalhadas das vítimas - cicatrizes, procedimentos cirúrgicos - e reconhecimento de pertences e vestes. Os objetos, que serão fotografados, poderão passar por um reconhecimento preliminar, em qualquer parte do Brasil, através das regionais da Policia Federal. A PF já acionou a Interpol, segundo ele, para que o mesmo possa ocorrer com as famílias das vítimas de 32 nações atingidas pelo acidente.

 

A equipe baseada em Noronha - um total de oito peritos, cinco deles da Polícia Federal e três da polícia civil pernambucana - está encarregada da primeira etapa da identificação, que inclui a coleta de material que possa ser encaminhado para exame de DNA em Brasília e de impressões digitais dos corpos que apresentarem esta condição. Também no arquipélago serão catalogados eventuais pertences das vítimas - anéis, relógios, brincos, vestes.

 

Etapa inicial

 

Ao mesmo tempo em que os corpos forem levados para o Recife, as digitais coletadas seguirão direto para a superintendência da Polícia Federal naquela capital, para tentativa de cruzamento desses dados através do sistema da PF chamado AFIS, de identificação automatizada de impressões digitais. Já o material genético que se consiga colher seguirá direto para os laboratórios da PF em Brasília, para ser confrontado com o material genético de familiares das vítimas que está sendo coletado por outra equipe da Polícia Federal no Hotel Windsor, no Rio.

 

O passo a passo desta primeira etapa de identificação: primeiro, os corpos serão numerados de forma sequencial. O segundo passo consiste do trabalho fotográfico do estado do corpo e todas as suas características, inclusive vestes. O terceiro será a coleta de digitais e material genético.

 

A equipe de peritos - dois da área de medicina, um da área de odontologia,um químico perito em DNA e um papiloscopista da PF e um médico legista, um papilocoscopista e um auxiliar de necropsia da polícia civil estadual - pode ser reforçada de acordo com a demanda.

 

Texto corrigido às 11h41 com nova informação da Aeronáutica

 

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