Governo federal discute envio de tropas ao Rio

O Ministério da Defesa informou que está analisando, juntamente com as Forças Armadas, o envio de tropas federais para reforçar a segurança no Rio de Janeiro, mas que ainda não há uma data prevista para o início da operação. A expectativa, segundo informou o Estado em sua edição de sexta-feira, é de que as Forças Armadas já podem começar a atuar no Rio dentro de uns 15 dias. A Defesa recebeu na semana passada o "Plano de Atuação das Forças Armadas", elaborado pelo governo sob a coordenação do ministro da Justiça, Tarso Genro. Depois de o ministério discutir com as Forças Armadas a viabilidade da proposta, o assunto será levado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além de envio de tropas, o plano prevê também ações complementares e apoio de inteligência e logística, como o fornecimento de equipamentos, caminhões e helicópteros. Esta parte do plano, segundo fontes do governo, estaria até mais adiantada do que o deslocamento de homens do Exército, por exemplo. As Forças Armadas devem se posicionar em pontos estratégicos do Rio, mas, segundo matéria do Estado, foi descartada pelo governo federal a idéia de usar o Exército para fazer policiamento ostensivo, como queria o governado Sérgio Cabral. Tarso Genro disse, na quinta-feira, que as Forças Armadas terão um papel de respaldo e de sustentação às polícias e não de ação direta nos confrontos. De acordo com o plano, os militares federais poderão fazer o transporte de policiais civis e militares, utilizando veículos do Exército. A idéia, segundo Genro, é liberar os policiais para um combate mais intenso contra o crime organizado. O pacote de ajuda ao Rio já conta com 600 policiais da Força Nacional, aos quais serão somados outros 300. A estimativa é que esse número alcance 3 mil policiais durante os Jogos Pan-Americanos. Os homens da Força Nacional serão liberados para o apoio ao policiamento urbano.

Agencia Estado,

28 Abril 2007 | 22h21

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