Governo Federal e 4 estados enviam auxílio para Santa Catarina

Governo colocará Forças Armadas à diposição de SC; SP, MG, PR e RS mandarão helicópteros e barcos

Evandro Fadel, Wálmaro Paz e Carolina Ruhman, Agência Estado

24 de novembro de 2008 | 17h44

Depois de conversar com o presidente Lula durante reunião ministerial na Granja do Torto, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, embarcou para Santa Catarina para verificar de perto a situação das enchentes no Sul do País e oferecer ajuda do governo federal ao governador do Estado. Além da ajuda financeira e outras que forem necessárias, o governo está colocando à disposição também as Forças Armadas, como aviões da Força Aérea, para ajudar no que for preciso. No Paraná, um grupo de 139 homens da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Ambiental, Companhia de Choque e Defesa Civil está pronto para ajudar no socorro às vítimas das chuvas em Santa Catarina. Parte desse grupo já estava atuando na tarde desta segunda em Itajaí, Joinville e Gaspar.  Veja também:160 mil pessoas ficam sem energia elétrica em SC Chuva deve continuar até 4ª; situação é crítica Serra quer enviar ajuda a vítimas das chuvas em Santa Catarina Deslizamentos são fator mais dramático em SC, diz governadorChuva interdita estradas federais em Santa CatarinaChuvas interrompem abastecimento de gás em parte de SCBlog é criado para ajudar moradores afetados em BlumenauVeja galeria de fotos dos estragos em SC  Outros precisaram deter-se primeiramente no quilômetro 684 da BR-376, próximo à divisa entre Paraná e Santa Catarina, onde houve deslizamento de parte da encosta, interditando totalmente a rodovia por volta das 7h30 da manhã. Até a tarde de ontem, ainda não tinha sido liberada.  Segundo o Corpo de Bombeiros, os paranaenses devem atender algumas áreas em cidades catarinenses, onde realizarão todos os serviços de socorro. Eles estão se integrando à força-tarefa montada pelo governo catarinense. Os chamados de moradores em dificuldades são repassados à central, que aciona os homens em campo. Em acordo direto com o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique, o governador do Paraná, Roberto Requião, acertou ainda o envio de 17 barcos para a ajuda. Dois helicópteros e um avião também estão à disposição para qualquer eventualidade. Cachorros treinados na busca de pessoas acompanham as equipes. A força-tarefa paranaense teve dificuldades para chegar aos locais onde vão atuar, em razão das interdições de estradas e congestionamentos. Segundo o coordenador estadual da Defesa Civil e secretário-chefe da Casa Militar do Paraná, tenente-coronel Washington Rosa, para realizar um trajeto de 130 quilômetros entre Curitiba e Joinville, foram gastos 10 horas. O governo do Paraná deu início ontem a uma campanha de coleta de alimentos, roupas e cobertores com o intuito de ajudar os desabrigados catarinenses. As doações podem ser entregues nos quartéis do Corpo de Bombeiros.  Além disso, a defesa civil gaúcha enviará 70 carretas carregadas de colchões e mantimentos, além de kits de limpeza numa operação que se estenderá até o próximo final de semana. Os dirigentes da operação em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul pediram a Força Aérea Brasileira (FAB) o empréstimo de um avião Hércules para transportar os alimentos e o material de limpeza com maior rapidez, uma vez que o tráfego é lento pela BR-116.  O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), juntou-se ao grupo de governadores que enviarão ajuda às vítimas da chuva em Santa Catarina. Segundo a assessoria de Aécio, ele determinou o "envio imediato de dois helicópteros do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar de Minas Gerais para o auxílio às vítimas das enchentes". De acordo com a assessoria, o pedido foi encaminhado ao comando aos bombeiros e à PM. "Os helicópteros irão atuar nas operações de Defesa Civil nas cidades de Santa Catarina atingidas pelas chuvas, em coordenação com as ações determinadas pelas autoridades locais", explicou. Mais cedo, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou que pretende enviar "a ajuda possível" às vítimas das chuvas que atingiram o Estado. "Eu pedi para a Casa Militar entrar em contato com Blumenau para oferecer a ajuda possível", disse, durante vistoria de obra da Linha 4 do Metrô na Praça da República, região central da capital paulista. Blumenau é uma das cidades mais afetadas e o prefeito João Paulo Kleinübing (DEM) declarou neste domingo estado de calamidade pública no município. Também a organização não-governamental Circolo Trentino, que tem sede na Europa e 62 regionais pelo mundo, iniciou, por meio da regional de Curitiba, uma campanha internacional para arrecadar alimentos não perecíveis e roupas, além de divulgar, pela internet, uma conta bancária para receber donativos. "As montanhas de Santa Catarina estão derretendo, provocando avalanches de lama", disse o presidente da entidade em Curitiba, Ivanor Minatti. "Onde os meios de comunicação não atingem a situação é ainda pior." A ONG tem como finalidade manter, entre os descendentes, as tradições de Trento, no norte da Itália, e realizar ações sociais. (com Tânia Monteiro) 

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