Governo Federal liberará R$ 20 milhões para segurança no Rio

A governadora do Rio de Janeiro, Benedita da Silva (PT), disse hoje que o governo federal vai liberar para o Estado R$ 20 milhões em recursos do Plano Nacional de Segurança Pública até dezembro. Mas ela deixou claro que não está satisfeita. A governadora aproveitará a viagem do presidente Fernando Henrique Cardoso ao Rio, prevista para ocorrer no próximo domingo, para reclamar mais dinheiro para o Estado. Em 2000 e 2001, o governo fluminense recebeu R$ 47 milhões. Hoje, Fernando Henrique assinou convênio com o Rio determinando a liberação de R$ 11,5 milhões para o combate à criminalidade. Até o fim do ano, o governo fluminense deverá receber mais R$ 8,5 milhões. Além desse montante, o secretário Nacional de Justiça, João Benedicto de Azevedo Marques, prometeu liberar no dia 4 de julho mais R$ 185 mil como verba extra para a instalação do sistema de bloqueadores de celular no presídio Bangu 1, para impedir as ligações entre o bando de Fernandinho Beira-Mar e os criminosos que estão soltos. Segundo Marques, o dinheiro estará no caixa do Rio de Janeiro após a assinatura de convênio entra a União e o estado, previsto para ocorrer no dia 3 de julho. O governo federal decidiu destinar, de última hora, os R$ 185 mil para o Rio depois da descoberta de que Beira-Mar e sua quadrilha negociavam por telefone a compra de um míssil usado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) sem sair das celas de Bangu 1. O secretário de Justiça do Rio, Paulo Saboya, esteve hoje em Brasília para negociar a liberação de recursos para a instalação dos bloqueadores. Segundo ele, o estado quer mais dinheiro para comprar os equipamentos para os quatro presídios do complexo penitenciário Bangu. Para isso, precisaria receber um total de R$ 390 mil. "Esse seria o ideal", declarou Saboya. Ele voltou a defender a transferência de Fernandinho Beira-Mar para outro estado com o argumento de que as principais bases criminosas estão no Rio. "Vamos insistir nisso", garantiu o secretário. Segundo ele, a instalação dos bloqueadores não impedirá, por completo, a comunicação entre os criminosos. "Não podemos satanizar o celular, porque não é o único meio de comunicação. Sabemos que pode haver repasse de informações durante as visitas íntimas."

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