Governo irá antecipar campanha do desarmamento para maio

Ação foi adiantada em razão do atentado em escola no Rio, onde 12 crianças foram mortas por um ex-aluno

O Estado de S. Paulo,

11 Abril 2011 | 19h19

BRASÍLIA - O governo vai antecipar para maio o lançamento de uma nova campanha do desarmamento. A data prevista para o início da campanha é 6 de maio, exatamente um mês após o assassinato de 12 estudantes na escola de Realengo, no Rio de Janeiro. A previsão inicial era de que a nova campanha tivesse início em junho.

 

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Uma das ideias do governo para a nova campanha é pagar também pelas munições que forem espontaneamente entregues. Na campanha passada, feita entre dezembro de 2008 e dezembro de 2009, apenas os cidadãos que entregavam as armas de fogo eram indenizados.

 

Todos os detalhes da campanha, inclusive os valores que serão pagos, serão discutidos por um conselho formado por integrantes do governo e de representantes da sociedade civil. A primeira reunião está marcada para a próxima segunda-feira, quando a data da campanha deve ser oficializada.

 

"Ficou absolutamente caracterizado que quando se realiza essas campanhas você tem uma redução muito forte na mortalidade, que se reduz mais de 50% no Brasil. Tínhamos previsto realizar uma campanha em junho, mas diante dessa tragédia decidimos sugerir a antecipação. Essas campanhas não são feitas sozinhas, são feitas em conjunto com a sociedade civil", disse o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

 

Essa comissão deverá também propor projetos de lei que visem o desarmamento da população. O anúncio da nova campanha foi feito por Cardozo após reunião de Cardozo com integrantes das entidades Viva Rio, Sou da Paz, Desarma Brasil e Rio de Paz.

 

Realengo. Quatro adolescentes que ficaram feridos no massacre na Escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na última quinta-feira, 7, receberam alta nesta segunda-feira, 11, segundo a Secretaria de Estado da Saúde.

 

Permanecem internados outros seis pacientes, entre eles cinco meninos e uma menina, dois em estado grave.

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