Governo irá retomar políticas de desarmamento, diz ministro da Justiça

Com base em dados de estudo, Cardozo apontou que houve redução nas mortes logo após campanha de 2033

Rafael Moraes Moura, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2011 | 13h07

BRASÍLIA - O governo federal irá retomar políticas de desarmamento da população, disse na manhã desta quinta-feira, 24, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, após a divulgação dos números do Mapa da Violência 2011 - Os jovens do Brasil, do Instituto Sangari, que reúne dados coletados entre 1998 e 2008.

 

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Em 2003, foi instituído o Estatuto do Desarmamento, seguido pela promoção de campanha para a entrega voluntária de armas. A taxa de homicídios nacional caiu de 28,9 em 100 mil habitantes para 25,8, entre 2003 e 2005. Entre 2007 e 2008, no entanto, voltou a subir, passando de 25,2 para 26,4 homicídios em 100 mil habitantes.

 

"O Ministério da Justiça irá retomar com muito vigor as políticas de desarmamento, é de indispensável importância que nós tenhamos política nesse sentido como já tivemos, mas é necessário ir além", disse Cardozo, que prometeu voltar com as campanhas "em curto espaço de tempo".

 

"Se alguém tinha alguma dúvida de que a política de desarmamento tinha resultados, os números mostram isso de forma clara. Isso quebra os argumentos daqueles que acham que o armamento da população é uma boa política de segurança. É o contrário, é o desarmamento que leva à queda dos índices."

 

O ministro destacou a importância de uma mobilização de governadores, prefeitos e sociedade pela redução dos números de homicídio no País.

 

Cardozo ainda defendeu a criação de uma mapa da violência em tempo real, uma espécie de painel de informações transparente, aberto para consulta da própria população. "Só depois de três anos sabemos como estão as coisas. Apesar de todos os esforços, as bases que nós temos são de 2008, há uma defasagem que não nos permite registrar o êxito de Pernambuco, por exemplo."

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