Governo isenta-se de responsabilidade por violência policial

O ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, procurou hoje isentar o governo federal de responsabilidade nas denúncias de violência policial contidas no relatório da Anistia Internacional, divulgado ontem. O documento aponta que ?muitos brasileiros continuam a sofrer abusos e violações sistemáticas? por parte das polícias civil e militar em todo o País. Nilmário não contestou o relatório e disse que compete aos governos estaduais tomar medidas paradiminuir a violência policial. Segundo ele, no ano passado, três mil civis foram mortos no Brasil por policiais, mas não há nenhum caso de morte atribuída a policiais federais. ?A Polícia Federal (PF), que é a nossa polícia, não matou nenhuma pessoa em 2003, em 2004, e não vai matar em 2005, provavelmente. Ela não mata mais. Não tortura e não mata?, assegurou Nilmário, que participou da abertura da II Conferência Estadual de Direitos Humanos, na Assembléia Legislativa de Minas Gerais. ?O governo federal procura, através do Sistema Único de Segurança Pública, ações específicas de combate à tortura,extermínio, reforma das prisões, enfrentar isso?, destacou o ministro. ?Agora, cabe aos Estados tomar as medidas para diminuir esse número imenso ? que chama a atenção no mundo inteiro ? de mortos?. Nilmário fez elogios à Anistia, salientando que ?os dados são todos reais?. Segundo ele, o número de civis mortos por policiais é ?excessivo, (se) comparado com qualquer país do mundo?. ?A tortura e a morte de civis é uma realidade no Brasil?.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.