Governo mapeia violência nas escolas públicas de SP

A Secretaria da Segurança Pública de SP fez um mapeamento da violência registrada no interior e no entorno das escolas públicas de todo o Estado, que foram catalogadas de acordo com o grau de periculosidade: alta, média e pequena, incluindo os horários de maior incidência dos crimes. De acordo com o secretário Saulo de Castro Abreu Filho, foram detectadas 80 unidades de ensino de altíssimo risco, distribuídas entre as regiões de Campinas, Baixada Santista e capital paulista."A partir desses dados é que estamos ampliando o policiamento nessas unidades, quase todas localizadas na periferia, com o reforço do número de policiais, instalação de zeladorias, aumento dos muros, estudando, inclusive, a instalação de câmeras, para deter o aumento da criminalidade", disse.Segundo o secretário, até o final deste mês, a Polícia Militar estará recebendo mais viaturas, mais equipamentos, como coletes à prova de bala, além de um aumento do efetivo, com a realização de concursos públicos.Para Abreu Filho é preciso que seja feito um trabalho conjunto com a Secretaria da Educação. "A Polícia Feminina já atua em muitas escolas da capital, onde os PMs tentam esclarecer a comunidade estudantil com um programa de combate às drogas, mas é preciso muito mais, como o apoio da família e, sobretudo dos pais, que devem mostrar-se mais vigilantes em relação às ações de seus filhos", salientou.O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Rui César Mello, informou que, das 1037 escolas estaduais existentes na capital, 450 delas já contam com algum tipo de patrulhamento. Ele reconhece que houve um aumento da violência escolar neste ano. O problema, segundo observou, é cíclico, porque 2001 foi um ano de calmaria, contrariando o que ocorreu em 2000, quando foram detectados mais crimes."A gente percebe que a criminalidade rapidamente migra na sua atuação e que o principal fator de insegurança é o tráfico de drogas, que tem se aproveitado da inocência e até da pouca informação da comunidade estudantil", disse, lembrando que esse é o tipo de crime que exige não só a presença ostensiva do policial na escola, mas sobretudo uma investigação policial profunda.

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