Governo não confirma morte de mais um preso no Espírito Santo

A morte de mais uma pessoa na Penitenciária de Segurança Máxima de Viana, no Espírito Santo, anunciada pelo celular por um dos presos rebelados, não foi confirmada pela Secretaria Estadual da Justiça, que estima em 200 o número de agentes penitenciários e parentes de detentos mantidos reféns desde a manhã de sábado, quando começou o motim. Oficialmente, dois presos foram assassinadas no presídio. Um deles foi decapitado. Os rebelados penduraram os corpos em uma grade do presídio e ameaçavam matar outros detentos. Os presos tinham granadas e ameaçavam usá-las se a polícia invadisse o complexo.O comando da Polícia Militar dará entrevista às 16h30 para detalhar as ações no presídio e a eventual participação da Força Nacional de Segurança. Um grupo de 80 soldados chegou ao Estado no domingo. Armados com pistolas e granadas, os detentos querem a transferência de cinco presos que estão sob custódia da Polícia Federal para o sistema prisional. As rebeliões que atingiam outros dois presídios do Espírito Santo foram controladas na tarde de domingo, 18. Na Casa de Passagem de Vila Velha, os presos se renderam no final da tarde desse domingo e liberaram os quatro reféns que estavam dentro do presídio desde a última quarta-feira. Na Penitenciária Regional de Linhares, o Batalhão de Missões Especiais da Polícia Militar do Espírito Santo precisou invadir o presídio para acabar com o motim e liberar os cerca de 50 reféns, parentes de presos, que estavam retidos desde a visita do último sábado.

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