Governo não pode barrar jogos

Antes de serem comercializados no Brasil, os jogos passam por uma análise do Departamento de Justiça e Classificação do Ministério da Justiça. Um grupo de 25 analistas - dentre psicólogos, pedagogos, comunicólogos e profissionais do direito - recebem os materiais de quem pretende comercializá-lo com uma classificação pretendida. Em alguns casos, as empresas têm de oferecer o console para que os analistas joguem os produtos. Após uma análise, eles estipulam a faixa etária, sendo a classificação máxima de 18 anos. O Departamento não pode barrar a comercialização dos jogos. Em muitos casos, no entanto, o Ministério Público pode entrar com uma ação civil e conseguir na Justiça a proibição da venda. Foi o que aconteceu no ano passado, quando o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) determinou que os jogos Counter Strike e Everquest fossem retirados das prateleiras das lojas por incitar a violência. No caso do Rapelay e de outros jogos eróticos japoneses, isso não é possível, pois eles são vendidos somente no mercado informal.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.