Governo nunca se negou a cooperar com São Paulo, diz Alencar

O vice-presidente, José Alencar, disse nesta terça-feira, 8, em Curitiba, que o governo federal nunca se negou a participar do esforço para ajudar São Paulo a vencer o crime organizado. "Mas não podemos chegar ao ponto de uma intervenção", ressaltou, ao comentar o fato de até agora o governador Cláudio Lembo (PFL) não ter aceito a presença do Exército. "O governo federal respeita o sistema federativo."Para ele, o Exército poderia ser colocado nas ruas como "poder de dissuasão". "O Exército não tem inteligência policial, pode fazer o trabalho de dissuasão como já fez no Rio de Janeiro", afirmou. Ele lembrou que, quando era ministro da Defesa, o governo do Espírito Santo pediu ajuda. "Nós mandamos o Exército e, durante o período que esteve lá, desencorajou o crime", assegurou.Alencar ressaltou que a polícia paulista "é competente, mas está sendo incapaz, porque o quadro é aterrador". Por isso, ele considera importante o auxílio da Polícia Federal para fazer o trabalho de inteligência. O vice-presidente disse ainda não acreditar que o candidato a presidente pelo PSDB, Geraldo Alckmin, tenha feito qualquer ligação entre os ataques e a campanha eleitoral. "Mas se falou é um apelo desnecessário, apelo eleitoreiro que não fica bem para nenhum candidato", criticou.Lembo não quer ExércitoO governador de São Paulo, Claudio Lembo, voltou a afirmar nesta terça que o Exército não deverá vir a São Paulo para reforçar a segurança, em resposta às declarações do ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos que declarou enviar 10 mil homens para São Paulo assim que seja assinado o ofício. "Não quero o Exército nas muralhas dos meus presídios e por isso não assino o ofício", disse o governador, contradizendo o secretário de Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu, que disse aceitar soldados do Exército para cumprir tarefas específicas, como a segurança de presídios destruídos em rebeliões e o reforço de efetivo nas Operações Saturação por Tropas Especiais (Ostes).

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