Maurício Fidalgo/Futura Press
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Governo prepara plano contra apagões no Galeão durante a Copa

O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, garantiu que turistas, atletas e autoridades não enfrentarão problemas no Mundial

Idiana Tomazelli, O Estado de S. Paulo

05 Maio 2014 | 16h55

RIO - Para evitar uma repetição do episódio que deixou o Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, no Rio, às escuras no mês passado, o governo quer fechar, até a próxima sexta-feira, um plano de contingência para o terminal. O objetivo é impedir novas interrupções no fornecimento de energia, que prejudicam as operações, especialmente durante a Copa do Mundo.

O plano deve ser adotado já na semana que vem. Representantes da Secretaria de Aviação Civil (SAC), do Ministério de Minas e Energia (MME), da Infraero, da Light, fornecedora de energia elétrica no Rio, e do consórcio que assumirá o Galeão, formado pela Odebrecht Transport e pela Changi, se reuniram nesta segunda-feira, 5, a portas fechadas no salão nobre do aeroporto para discutir as medidas.

Apesar de não terem chegado a uma conclusão definitiva sobre quais intervenções serão feitas em caso de problemas, o ministro-chefe da SAC, Moreira Franco, garantiu que turistas, atletas e autoridades não enfrentarão situação semelhante durante o evento. "Tenho a confiança de que não teremos queda de energia no Galeão (na Copa do Mundo)", disse Moreira Franco.

"Estudou-se todas as alternativas de natureza técnica. Teremos um plano de contingência possível e necessário para que (as interrupções) não ocorram novamente. Não há nível de complexidade tão grande", acrescentou o ministro.

Às escuras. Em 18 de abril, o aeroporto ficou sem luz por vinte minutos, segundo as autoridades, mas funcionários dizem que a falta de energia se estendeu por cerca de uma hora. O fato causou atraso de voos e prejuízos aos lojistas. Uma semana depois, Moreira Franco chegou a admitir o risco de apagão no Galeão durante a Copa.

Além do plano de contingência, o ministro reconheceu a necessidade de investir na rede elétrica do aeroporto e disse que a concessionária será cobrada por isso. "O plano de contingência é para quando há problemas, mas nós não queremos ter problemas. Por isso, chamamos a empresa concessionária. Temos de modernizar, e o contrato tem cláusulas que obrigam, em 90 dias, a apresentar o programa de modernização energética do aeroporto", disse.

Cobrança. O tom da reunião desta segunda-feira, 5, foi de cobrança, já que até então Light e os administradores do Galeão se acusavam mutuamente pelo problema. "Eu vim cobrar e dizer o seguinte: nós não podemos, de maneira nenhuma, permitir que haja mau relacionamento entre Light e Galeão", disse o ministro.

O trabalho para definir as diretrizes de contingência será coordenado pelo MME, que desde 2010 estuda as condições dos aeroportos e dos estádios para o Mundial. "Queremos aumentar a confiabilidade (do sistema). Definiremos essa semana (o plano) e colocaremos em prática a partir da semana que vem", disse o secretário-adjunto de energia elétrica do MME, Robésio Maciel de Sena.

As autoridades e a Light apuraram que, no dia 18 de abril, a entrada de um gambá na subestação que alimenta o aeroporto causou o apagão, o que fez com que todo o sistema tivesse de ser desligado. Mesmo assim, Sena garantiu que o Galeão já tem uma estrutura elétrica adequada para manter as operações, mesmo em caso de problemas, e que o episódio do animal foi isolado.

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