Governo quer dobrar número de leitos destinados a dependentes de crack

R$ 410 milhões serão destinados ao plano nacional de combate ao consumo da droga neste ano

Agência Brasil

20 de maio de 2010 | 18h27

BRASÍLIA - O governo pretende dobrar o número de leitos para tratamento de dependentes químicos nos hospitais gerais do país. Essa é uma das primeiras ações previstas no Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack, lançado nesta quinta-feira, 20, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O plano contará com R$ 410 milhões para combater o crack neste ano.

 

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Segundo a ministra interina da Saúde, Márcia Bassit, a pasta destinará, de imediato, R$ 90 milhões para ampliar o número de leitos nos hospitais de 2,5 mil para 5 mil. Além disso, o ministério pretende promover a transformação de 110 centros especializados em álcool e drogas (Caps-AD), em municípios com mais de 250 mil habitantes, em CAPS III, que funcionarão 24 horas por dia.

 

Durante a entrevista coletiva na qual o plano foi detalhado, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Armando Félix, disse que não há "solução mágica" para o enfrentamento do crack e que é preciso haver engajamento dos governos, da imprensa e da sociedade.

 

"É necessário um trabalho como foi e tem sido desenvolvido para o enfrentamento da aids", lembrou o ministro. Segundo ele, o programa "não tem novidades", mas sim a intensificação de esforços e a destinação de recursos "para fazer melhor o que já fazemos."

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