Governo rebate críticas de que pacote habitacional foi eleitoreiro

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Julio Sérgio Gomes de Almeida, rebateu nesta quinta-feira críticas de que as medidas habitacionais divulgadas nesta semana são "um pacote eleitoral" e que as ações estão aquém do necessário. Segundo ele, as iniciativas não têm qualquer compromisso com prazos e nem cunho eleitoral. "O que temos, na verdade, é um trabalho forte nas áreas de spread e de crédito habitacional", afirmou. Segundo o secretário, apesar das críticas, as ações das empresas de construção valorizaram-se na quarta-feira entre 4% e 5% no Bovespa. Isso demonstra segundo ele que "o mercado não pensa da mesma forma que os críticos".Gomes de Almeida reiterou que o objetivo do governo tanto com o pacote da habitação quanto com as medidas de spread já anunciadas é de médio e longo prazo. "Nossa meta é abrir uma avenida por onde se possa trafegar em direção a conseguirmos ter taxa pré-fixada na área imobiliária daqui a um, dois ou cinco anos", disse o secretário, destacando que esse é um "grande sonho" do governo, bem como taxas pré-fixadas para a dívida pública. Ele afirmou que nenhuma das medidas foi adotada sem que antes os agentes financeiros e os consultores do setor habitacional tivessem sido consultados.Na avaliação de Gomes de Almeida, o setor de construção já está respondendo de forma espontânea às várias medidas de estímulo já anunciadas pelo governo. Isso acontece porque os próprios bancos têm descoberto o crédito imobiliário como algo positivo. "Antes, era uma imposição aos bancos, e era visto como uma obrigação. Agora não, o crédito imobiliário é um negócio", afirmou, lembrando que agora as instituições descobriram que é possível interagir com o cliente, fidelizando e oferecendo outros serviços pelo prazo de dez a quinze anos em que dura o crédito imobiliário.

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