Governo se prepara para motim de carnaval

Todo o efetivo da Polícia Militar está de sobreaviso para o caso de uma nova onda de rebeliões nos presídios do Estado de São Paulo. No último domingo, 25% da população carcerária se amotinou, fazendo 10 mil reféns em 29 unidades de 22 cidades do Estado. A organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) exige a volta dos seus líderes para o Complexo do Carandiru, na capital paulista, de onde eles foram removidos por terem ordenado a execução de cinco presos na Casa de Detenção. O secretário estadual da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, disse hoje que o esquema de segurança dos presídios foi reforçado para o carnaval e descartou a possibilidade de novas rebeliões como as que eclodiram no domingo. "O Estado está preparado para reagir se acontecer alguma coisa", disse Furukawa. Agentes penitenciários do Complexo do Carandiru contaram que o clima dentro do presídio está tenso. "Eles falam que melhorou, mas não melhorou nada. Tá um clima estranho no ar ainda", disse um agente.Uma das medidas adotadas pela secretaria é a suspensão das visitas. Isso vale para os 13 presídios onde houve danos materiais na série de motins, entre eles o Carandiru. Nas prisões em que houve levante, mas sem destruição das instalações, caberá a cada diretor decidir se a visita ocorrerá. "Vai depender do clima de insegurança na hora da entrada", explicou o diretor da Coordenadoria dos Estabelecimentos Penitenciários (Coespe), Sérgio Ricardo Salvador. Furukawa disse que houve a convocação de um número maior de funcionários, mas não revelou quantos a mais trabalharão até quarta-feira. "É o necessário. E todos os diretores estarão a postos."

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