Governo só negocia com policiais após fim da greve no RN

O secretário da Defesa Social do Rio Grande do Norte, Cláudio Santos, afirmou que só negociará com os policiais civis, que iniciaram greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira, após o retorno desses profissionais ao trabalho. Apenas duas delegacias estão funcionando em Natal. Os policiais querem a aprovação pelo governo do Estatuto da Polícia Civil. Santos disse que os policiais erraram ao incluir no estatuto cláusulas que prevêem aumentos salariais. "Os valores aumentam a folha mensal do governo em R$ 4 milhões", afirmou o secretário. "Continuo aberto ao diálogo, mas só negociaremos ao final da greve." Segundo o estatuto, o salário de um agente passaria de R$ 675 para R$ 2,2 mil. Um delegado especial, lotado em um município com distância superior a 180 quilômetros da capital, passaria a ganhar perto de R$ 30 mil, incluindo gratificações e vantagens. "Pedimos 60 dias para apresentarmos uma proposta e o sindicato não quis aguardar", disse o secretário. A presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), Vilma Marinho Cézar, por sua vez, afirmou que o Rio Grande do Norte é o único Estado do País que não tem estatuto deste tipo. O sindicato não informou quantos policiais estão trabalhando nos serviços essenciais. A PM mobilizou 132 homens para garantir o funcionamento de 33 delegacias da capital. Os delegados trabalham normalmente.

Agencia Estado,

16 Junho 2003 | 20h08

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