Governo suspende queimada da cana em São Paulo

O secretário do Meio Ambiente de São Paulo, José Goldemberg, assinou nesta quarta-feira, 26, decreto que proíbe temporariamente a queima da palha da cana-de-açúcar em lavouras paulistas, em decorrência da estiagem e da baixa umidade relativa do ar. A suspensão ocorre em pleno pico da colheita da cana-de-açúcar no Estado, que é o maior produtor mundial da cultura. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria, o decreto, a ser publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo amanhã, terá validade até que as condições meteorológicas voltem a se normalizar, com o retorno das chuvas. Se o produtor descumpri-lo, será advertido inicialmente e, se reincidente, poderá ser autuado pela Cetesb e multado em valores que variam de 10 a 10 mil Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesps), ou seja, de R$ 13,93 a R$ 13.930,00. A União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica), informou, em nota oficial que, "as condições climáticas desfavoráveis que atingem todo o Estado de São Paulo forçam uma situação que preocupa as autoridades públicas e o setor produtivo. Desta forma, a Unica pretende estar em permanente contato com os órgãos ambientais para acompanhar o quadro". Ribeirão Preto Depois de participar de uma reunião com técnicos da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), representantes da Defesa Civil do município e secretarias estadual e municipal da saúde, o prefeito de Ribeirão Preto, Welson Gasparini (PSDB), pediu aos proprietários de usinas de cana que suspendam as queimadas neste período de estiagem. O longo período de seca deixou o clima crítico em Ribeirão Preto. Hoje, por volta de 14 horas, a umidade relativa do ar estava em 14%, mas na terça-feira, 25, no final da tarde, chegou a registrar 11%. As queimadas rurais e urbanas pioram as condições climáticas e elevam o número de pessoas com problemas respiratórios. Atendimento médicoSegundo o secretário da Saúde Oswaldo Cruz Franco, a procura por atendimento médico dobra neste período. Ele aconselha as pessoas a evitarem esforços físicos das 10 às 16 horas, usarem roupas leves, tomarem bastante líquido e umedecer os ambientes, com vasilhas de água ou toalhas molhadas. O gerente regional da Cetesb, Marco Antônio Sanches Artuzo, apela para que as pessoas não queimem restos de lixo e galhos de poda de árvore. "Qualquer queimada, por menor que seja, contribui para a piora das condições climáticas", afirma.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.