Governo tenta combater seqüestros, diz Alckmin

O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) reconheceu, indiretamente, não ter novos meios para combater os crimes de seqüestro, em suas várias modalidades. Ao ser perguntado sobre o que o governo paulista pretende, efetivamente, fazer pela segurança pública, Alckmin disse apenas que é necessário "investigar, descobrir e prender os criminosos". "Todos os esforços estão sendo feitos no sentido de diminuir os crimes de seqüestro, como aconteceu com os outros tipos de crime."Nem o trágico desfecho do caso de Rosana Rangel Melotti, de 51 anos, seqüestrada há seis dias e fuzilada na frente de casa, em Campinas, porque a família não tinha dinheiro para pagar o resgate teve tratamento diferente. "Foi um crime bárbaro, não é um seqüestro comum, foge ao modelo, então vai ser investigado, e quem cometeu essa barbaridade vai ser preso", disse Alckmin.O governador disse ainda que uma será enviada uma equipe policial para ajudar a Delegacia Anti-Seqüestro de Campinas na investigação desse caso. Na avaliação de Alckmin, porém, é desnecessária a ajuda ou intervenção federal para controlar um crime que registrou aumento de mais de 300% em 2001. "Não tem nenhum sentido. O caminho é prender o seqüestrador, e esse é o empenho da polícia."Ele relembrou alguns números, que habitualmente são ditos, sobre segurança: São Paulo é o Estado que mais prende, com cerca de 100 mil detentos; já foram estourados vários cativeiros, com a prisão de 43 seqüestradores e a morte de 17, em confronto com a polícia. Alckmin também voltou a citar a contratação de 4,5 mil guardas de muralhas, o que irá liberar igual contingente de PMs para o policiamento ostensivo.Alckmin afirmou que seqüestro é um "crime de inteligência e deve ser combatido com inteligência, estratégia". Ele se irritou ao ser questionado se faltava inteligência à polícia, no caso de Campinas - já que na mesma rua ocorreram outros dois seqüestros, um deles ainda em curso. "A polícia está trabalhando e esse esforço vai crescer", disse, encerrando a coletiva.Bom PratoAlckmin participou hoje da inauguração da sétima unidade do Restaurante Bom Prato, em Guarulhos. O preço da refeição, com cardápio preparado por nutricionistas da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, é R$ 1,00. É o primeiro restaurante desse tipo fora da capital. O almoço gratuito oferecido hoje, na inauguração, atraiu centenas de pessoas. Com capacidade para 180 pessoas, o local recebeu simultaneamente cerca de 700.O objetivo do governo paulista é inaugurar, nos próximos meses, mais cinco unidades na periferia da capital e na Região Metropolitana. O secretário da Agricultura, João Carlos de Souza Meirelles, disse que em fevereiro será entregue o Bom Prato do bairro da Vila Nova Cachoeirinha, zona Norte da capital. "As outras unidades serão no Itaim Paulista, Baixada do Glicério, São Bernardo do Campo e Osasco", disse Meirelles.Os restaurantes da rede Bom Prato funcionam de segunda à sexta-feira, das 11 às 14 horas. Com a unidade de Guarulhos, a rede Bom Prato passa de 150 mil para 176 mil o número de refeições servidas por mês à população. O Governo do Estado subsidia R$ 1,50 por prato, e a administração das unidades é feita por entidades do terceiro setor. Em Guarulhos será feita pela Associação pelos Direitos da Pessoa Deficiente.

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