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Governo vai dar proteção a juízes que atuam contra crime organizado

Todos os juízes do País que estiverem atuando no combate ao crime organizado e estiverem sob ameaça vão receber proteção especial da Polícia Federal. Nesta terça-feira, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, afirmou que a PF vai fazer um levantamento para identificar os casos prioritários.O ministro anunciou também uma nova arma para tentar diminuir o poder de fogo do narcotráfico, que é a criação do Departamento de Recuperação de Ativos Financeiros, um órgão que atuará não apenas na investigação, mas também na repressão à lavagem de dinheiro.Segundo Thomaz Bastos, as mortes dos juízes de Presidente Prudente, Antônio José Machado Dias, e do Espírito Santo, Alexandre Martins de Castro Filho, foram uma reação do crime organizado contra a ação dos Estados e da União no combate à violência. "Agora passa a ser uma luta que não tem volta, que não dá para parar neste momento", afirmou o ministro, que voltou a fazer duras críticas à política de segurança pública do governo Fernando Henrique Cardoso."O plano anterior era um protocolo de boas intenções, uma ladainha de medidas, onde as secretarias de Segurança e Justiça funcionavam como tesouraria dos Estados. Por isso, estamos implantando um novo programa."Conforme Thomaz Bastos, a primeira decisão é dar proteção aos juízes ameaçados, cujo número ainda é desconhecido pelas autoridades federais. O assunto será discutido nesta quarta-feira entre o diretor-geral da PF, Paulo Lacerda, o secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Eduardo Soares, e o subprocurador-geral da República, José Roberto Santoro. "Temos o desespero e a angústia da falta de pessoal (agentes federais), mas vamos dar proteção a quem esteja ameaçado, principalmente quem estiver na linha de frente do combate ao crime organizado", afirmou o ministro.Para Thomaz Bastos, a morte do juiz Castro Filho deve ter sido por vingança e não teria relação com a morte de seu colega de Presidente Prudente. Juntamente com Santoro e o procurador da República no Espírito Santo, Henrique Herknhoss, o juiz era um dos integrantes principais da força-tarefa contra o crime organizado. "E foi justamente no Estado onde conseguimos êxitos", disse Thomaz Bastos.A segunda decisão do governo será atacar o lado financeiro do crime organizado, criando um novo órgão para atuar no levantamento dos ativos financeiros dos grupos criminosos. O novo departamento, que ficará no próprio Ministério da Justiça, mas será coordenado pela PF, terá as mesmas funções que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que é ligado ao Ministério da Fazenda.Thomaz Bastos fez críticas ao órgão que, segundo ele, não estaria cumprindo seu papel, principalmente no combate à lavagem de dinheiro. "Pode até se colocar um gênio no Coaf, que ele não funciona. Os resultados apresentados até agora são irrisórios", afirmou o ministro, que disse já ter discutido a atuação do novo departamento com seu colega da Fazenda, Antônio Palocci.Thomaz Bastos afirmou que, a partir de agora, além da inteligência financeira, as investigações em torno da lavagem de dinheiro terão também caráter repressivo. Veja o especial: Veja o índice de notícias sobre o Governo Lula-Os primeiros 100 dias e os ministérios

Agencia Estado,

25 de março de 2003 | 18h42

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