Governo vai negociar com invasores da Parlamat

O secretário de Produção e Reforma Agrária do Estado de Pernambuco, Gabriel Maciel, começa a negociar, a partir das 17 horas desta quinta-feira, a pauta de reivindicações apresentada ao Governo do Estado pelos integrantes do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST) que invadiram nesta quarta-feira a fábrica da Parmalat no município de Garanhuns. "Vários pontos podem ser negociados", afirmou o secretário.O MLST apresentou uma pauta de cinco pontos, voltada para os pequenos produtores da bacia leiteira da região e para os assentados em áreas de reforma agrária.Eles pedem uma política sanitária para a pecuária leiteira, linha de crédito especial para pequenos produtores, priorização dos pequenos produtores na compra do leite para programas sociais do governo, estudo de política para desenvolvimento global da bacia leiteira e, por fim, instauração de processo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para investigar suposta cartelização do mercado de leite no país. "O governo já compra 38 mil litros de leite por dia, a preço acima do mercado, R$ 0,40 o litro, para estimular a recuperação da bacia leiteira", afirmou Maciel. "De junho a dezembro do ano passado investimos R$ 4,1 milhões num projeto de recuperação da bacia e até o final de 2001 investiremos R$ 9 milhões."Maciel considerou "positiva" a proposta feita na tarde desta quarta-feira pela Parmalat de aumentar de R$ 0,22 para R$ 0,30 o preço pago para os produtores pelo litro do leite.Os invasores da fábrica reivindicavam o aumento do preço para R$ 0,50. "Fixar o preço de um produto é arriscado, quem estabelece preço é o mercado", argumentou o secretário. "E a pecuária do leite vive uma crise em todo o país."

Agencia Estado,

03 de outubro de 2001 | 19h30

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