Governos Dilma e Alckmin já discutem nova parceria

Depois de assinar convênio para construção de trecho do Rodoanel, São Paulo ganhará mais uma universidade federal

JULIA DUAILIBI , WLADIMIR DANDRADE, O Estado de S.Paulo

21 Setembro 2011 | 03h06

Em mais um capítulo da parceria entre o governo paulista e o Palácio do Planalto, o tucano Geraldo Alckmin e a petista Dilma Rousseff pretendem agora construir um câmpus da universidade federal em Franco da Rocha, município da Região Metropolitana, governado pelo PSDB.

Alckmin conversou anteontem por telefone como o ministro Fernando Haddad (Educação), que estava em reunião com o secretário estadual Edson Aparecido (Desenvolvimento Metropolitano), para definir os detalhes do projeto. A ideia é que a universidade seja instalada em imóvel do Estado, onde funcionou o Hospital Psiquiátrico do Juqueri. Daqui a 20 dias, Alckmin e Haddad, pré-candidato do PT à Prefeitura paulistana, fazem vistoria na instalação, projetada pelo arquiteto Ramos de Azevedo no final do século 19.

A parceria entre as duas gestões, que já foi feita na área de transporte e se estenderá ainda para a habitação, segue a estratégia do governador de buscar recursos com o governo federal. O projeto da universidade fortaleceria a administração tucana na Região Metropolitana, área vital para eleição de 2014, quando Alckmin deve tentar se reeleger.

Ajuda. Ontem, houve a posse do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de São Paulo, que pretende ser um instrumento de definição de políticas públicas para a região. Dos oito prefeitos do PT da região, sete participaram.

Alckmin negou que a parceria com o governo federal cause descontentamento em setores do PSDB, que buscam fortalecer a oposição a Dilma. Também rechaçou a tese de que a parceria fortalece Haddad. "Não é porque o ministro da Educação possa vir a ser candidato que vamos deixar de somar esforços em benefício da população", disse.

De acordo com Alckmin, o governo do Estado já avaliava a hipótese de instalar no local um parque tecnológico. "A possibilidade de um câmpus universitário só ajuda", emendou. Ao descartar cunho eleitoral no projeto, ele lembrou algumas das parcerias que sua administração já fechou com o governo Dilma.

"Fizemos parceria na Tietê-Paraná e no Rodoanel, e o Ministério dos Transportes não tem nada a ver com questão eleitoral, da mesma forma, isso acontece na área social", declarou.

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