'Graças a Deus saí', diz ex-presidente da Infraero à CPI

Aos Senadores, José Carlos Pereira lamenta que não tenha conseguido solucionar a crise no setor aéreo

16 de agosto de 2007 | 12h22

"Graças a Deus saí", afirmou o ex-presidente da Empresa Brasileira de infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) José Carlos Pereira, em depoimento à CPI do Apagão Aéreo do Senado nesta quinta-feira, 16. Pereira defendeu que o Ministério da Defesa seja conduzido por um civil e afirmou que o "poder militar deve ser comandado pelo ministério."  Segundo Pereira, "se houvesse um plano aeroviário, não haveria crise no setor. Haveria um conjunto de medidas para apoiar o sistema. Isso não aconteceu, não está acontecendo. A união não tem um plano, mas os Estados têm." O ex-presidente da Infraero lamentou que não tenha conseguido resolver a crise aérea no País. Pereira contou aos senadores que, no dia 3 de janeiro falou com Waldir Pires sobre sua saída. "Acabei ficando até há 12 dias e várias vezes solicitei ao ministro. Minha alegação sempre foi esta, o problema do poder de fazer a reforma ampla de reajustar planos estratégicos e de me aproximar mais com outros órgãos do setor aéreo." Segundo ele, "a responsabilidade da criação de um plano aeroviário é da Defesa com a participação de Anac, Infraero, e das companhias aéreas." Apesar disso, Pereira afirmou que não cabia a ele analisar atitudes do governo e que a Infraero tenta "conviver junto com a Anac", e que tinha "esperanças" com a criação da agência. O relator da CPI, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), questionou o ex-presidente da Infraero sobre a herança que recebeu na estatal. Segundo Pereira, ele chegou à Infraero tendo como função ser diretor de operações, e não presidente. "Com a saída do então presidente, o meu nome surgiu. Fui indicado pelo Presidente da República, que me chamou muita a atenção na questão de segurança da empresa", contou. Segundo Pereira, ele foi surpreendido com o número de processos que a Infraero sofria no Tribunal de Contas da União (TCU) - após Demóstenes afirmar que a comissão analisou 100 processos do TCU. Apesar disso, Pereira afirmou que não é possível afirmar que há uma máfia dentro da Infraero, "não posso afirmar que algo está organizado." Texto alterado às 14h32 para acréscimo de informações.

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