Granada explodiu quando funcionários já estavam na rua

Eram 17h45 desta quarta-feira, e os agentes penitenciários Roberto Ribeiro, de 43 anos, Edson Tadeu Almeida, 43, Antonio Carvalho, 43, e Márcio Rodrigues Santos, 23, além do fiscal administrativo Geraldo Málago Júnior, 25, tinham encerrado o expediente da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária.Na frente do prédio, nº 1247 da Avenida São João, centro de São Paulo, aguardavam a chuva passar para ir embora. De repente, ouviram um estrondo ensurdecedor. Uma das portas de vidro do prédio estourou, e os funcionários, ensangüentados, passaram a ser socorridos por colegas.O prédio tinha sido atingido por uma granada, atirada por um dos ocupantes de um Santana azul-marinho, modelo antigo, que reduziu a velocidade ao passar em frente ao alvo. Lançaram o artefato e um aviso escrito num lençol: ?Os oprimidos contra os opressores. Se não pararem os maus-tratos contra a comunidade carcerária, os atentados vão continuar.? O bilhete levava uma assinatura: PCC - Primeiro Comando da Capital.O secretário estadual de Administração Penitenciária, Nagashi Furokawa, acredita que os autores do atentado pertencem ao mesmo grupo que, há duas semanas, metralhou um ônibus que transportava agentes penitenciários, em São Vicente, no litoral paulista, matando uma pessoa. Ele garante que a secretaria não irá intimidar-se, mantendo a rigidez da política carcerária e fazendo tudo para garantir a identificação e punição dos culpados. Novas medidas de segurança também deverão ser adotadas: ?Vamos estudar o reforço do policiamento do prédio.?Os funcionários atingidos pelo atentado foram encaminhados à Santa Casa de Misericórdia. Passaram por raios-x, e os médicos constataram que os ferimentos foram realmente provocados por estilhaços de granada. Nenhum deles estava em estado grave, e todos deveriam ter alta nesta quarta-feira. O caso foi registrado no 3º Distrito Policial, Campos Elíseos, que iniciou investigações.

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