Grande Rio e Beija-Flor são as favoritas da 2ª noite

Escola dos globais e agremiação sob suspeita de corrupção alegram o último dia de desfiles do Rio

05 de fevereiro de 2008 | 06h17

A segunda noite de desfiles do grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro termina com duas escolas como franca favoritas na disputa pelo título deste ano: Grande Rio e Beija Flor, as agremiações que fecharam com empolgação, muito luxo e beleza a noite de desfiles. A Mocidade também agradou ao público da Sapucaí. Na noite anterior, o grande destaque foi a Unidos do Viradouro, que mesmo censurada, virou forte candidata ao título ao levar para a avenida alegorias impactantes e alas muito bem estruturadas sobre o enredo 'É de Arrepiar'. Veja todas as fotos do carnaval pelo Brasil e pelo mundo Tudo sobre as escolas do Rio e os sambas  Mangueira e Viradouro empolgam a Sapucaí no 1º dia Saiba como foram os desfiles no Rio no primeiro diaQual escola de samba será campeã no Rio?  Veja as melhores imagens dos desfiles em SP Qual escola de samba será campeã em SP?  As melhores imagens do Carnaval pelo Brasil   Veja a comemoração do carnaval pelo mundo    A Beija-Flor entrou na Marquês de Sapucaí disposta a provar que a vitória no ano passado foi legítima e que tem capacidade para conquistar em 2008 o bicampeonato. A azul e branca de Nilópolis entrou luxuosa para retratar os encantos de Macapá, na região amazônica. Antes mesmo de pisar na avenida, o carnavalesco Laila fez um inflamado discurso no qual rechaçou as especulações sobre uma possível manipulação no resultado do ano passado. "A Beija-Flor não precisa de subterfúgio para vencer o carnaval. Quiseram macular o título que a gente ganhou dignamente. Vamos mostrar que Nilópolis é a terra do samba", afirmou Faltava um minuto para terminar o tempo regulamentar do desfile quando o último integrante da bateria da Grande Rio atravessou a linha de chegada. A escola não perdeu pontos por atrasos, mas certamente será penalizada no quesito alegoria - uma das principais apostas da agremiação, o carro ritual Abaueté, quebrou em frente ao Setor 4. Ficou parado por quase cinco minutos. A escola, reduto de celebridades, teve uma estrela em especial, para quem todos os flashs estavam voltados: a madrinha de bateria Grazi Massafera. Linda, simpática, sorridente, e esforçando-se para sambar, a moça fez bonito na passarela.A Vila Isabel tinha um enredo social, carros alegóricos criativos, mas, sem um samba contagiante a escola de Noel Rosa não conseguiu empolgar a Marquês de Sapucaí. O mesmo não pode se dizer da estreante Natália Guimarães a frente da bateria do mestre Mug. A miss Brasil casou "frisson" desde a concentração, acompanhada de perto por um batalhão de fotógrafos e por seu pai, Gilberto Guimarães. "Esse foi o melhor dia da minha vida, foi melhor que a passarela de miss. Acho que nem vou dormir essa noite".   Apesar de apresentar um lindo desfile, repleto de fantasias e alegorias de bom gosto e com acabamento impecável - assinatura da carnavalesca veterana Rosa Magalhães -, a Imperatriz não conseguiu levantar o público da Sapucaí com seu enredo "João e Marias", mais um que homenageou os 200 anos da vinda de d. João VI e a corte portuguesa ao Brasil. A agremiação enfrentou alguns problemas: um integrante da comissão de frente caiu e precisou de ajuda para continuar a apresentação. O quinto carro, que representava a chegada de d. João ao Rio, emperrou logo no início do desfile e causou um buraco. Integrantes ficaram desesperados e houve correria.  Na Unidos da Tijuca, segunda escola a desfilar no segundo dia de desfiles do carnaval do Rio, na noite desta segunda-feira, a coreógrafa Priscila Motta mostrou a coleção de máscaras de carnaval para o setor popular. Ganhou o público. Os alecrins tijucanos deram passagem para o símbolo da escola, o pavão. O carro alegórico que simbolizava a ave vinha com 80 bailarinos, que abriam leques, formando as asas do bicho num belo efeito. Para celebrar o bicentenário da chegada de d. João VI e sua corte ao Brasil, a Mocidade, que abriu a noite de segunda-feira na Passarela do Samba, voltou ainda mais no tempo e contou a história de d. Sebastião, rei de Portugal que viveu no século 16. A escola de Padre Miguel fez um desfile alegre e colorido e contagiou parte do público, que balançava bandeirinhas verdes e brancas para saudar sua passagem. No dia anterior, a agremiação, que fechou o domingo de desfiles, entrou com fôlego para repetir o feito de 1997, quando conquistou seu único campeonato no Grupo Especial. Ainda na concentração, Paulo Barros já estava certo do resultado que alcançaria. "Eu não tinha plano B, depois da liminar, porque tinha um carro muito forte. Mas, duas horas depois de receber a notificação, o carro já estava redefinido", disse ele sobre a polêmica decisão judicial que impediu a agremiação de levar um carro sobre o Holocausto para a avenida. As expectativas foram superadas já no abre-alas: 20 esquiadores profissionais "evoluíram" sobre quilos de gelo especial, trazido especialmente de São Paulo.

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