Gratificação para PMs em SP passa em 1ª votação

Na primeira votação de projetos do Executivo após o recesso, a gestão Gilberto Kassab manteve na Câmara a média de apoio, com 40 votos favoráveis entre os 55 vereadores. A sustentação, segundo os governistas, ocorre pelo cumprimento na execução das emendas em redutos eleitorais. Em sete meses, a Prefeitura já liberou R$ 46,1 milhões para pedidos de obras e de eventos de vereadores existentes no Orçamento.Ontem, o governo não enfrentou dificuldades para aprovar, em primeira discussão, a gratificação aos PMs da capital que participam de operações conveniadas com o Município. Dessa forma, se o projeto for ratificado em segunda votação, PMs poderão ganhar um bônus de até R$ 1.800. Os soldados que atuam na fiscalização do trânsito, por exemplo, podem ser beneficiados. O líder de governo, José Police Neto (PSDB), não descarta incluir em um substitutivo a extensão da gratificação aos policiais civis que participam de operações conjuntas.Pela manhã, a assembleia do Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos reuniu 600 profissionais para discutir aumento salarial e uma possível paralisação da categoria, na região central. "O (prefeito Gilberto) Kassab deu um aumento de 100% para os PMs que já foi aprovado pela Câmara (na realidade, a aprovação foi à tarde). Não temos nada contra a PM, mas queremos os mesmos benefícios", afirmou o vice-presidente do sindicato, Angelino Venerando Filho. Segundo ele, cerca de 6.500 GCMs atuam na capital. O salário-base da categoria é de R$ 800. Eles trabalham na fiscalização de ambulantes, proteção ao meio ambiente e retirada de viciados na cracolândia. SERVIDORESCom pouco esforço, o prefeito também aprovou em primeiro turno o aumento do teto do funcionalismo de R$ 12.384,06 (salário do prefeito) para R$ 22.111,00 mil (teto do Judiciário) - reajuste de 78,75%. Um projeto complementar da Mesa Diretora deve agora fixar a remuneração do prefeito e dos 26 secretários em R$ 18 mil. E para reproduzir no Tribunal de Contas do Município (TCM) um aumento de 5,1% concedido no mês passado aos servidores da Câmara, a base governista também não enfrentou dificuldades, em primeira votação.

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