Greve causa transtornos a 3,6 milhões de paulistanos

Cerca de 3,6 milhões de paulistanos ficaram sem transporte hoje por causa da greve de ônibus, e passaram novamente pelos transtornos que já haviam sido sentidos na quinta-feira, com a paralisação de advertência ocorrida das 3h às 6h. Muita gente perdeu o dia de trabalho ou chegou atrasada. As opções para ir ao trabalho limitaram-se aos lotações e aos ônibus clandestinos, que trafegavam superlotados. Houve ainda aqueles que andaram quilômetros a pé para não perder o dia. Sem opção, o gráfico Maurício Monteiro, de 32 anos, caminhou cerca de 5 quilômetros. Morador do Bairro da Casa Verde, na zona norte, ele trabalha na Rua Turiaçu, em Perdizes, na zona oeste. Todo dia, toma um ônibus no Terminal Casa Verde para ir até o emprego. Hoje, sem opção, o jeito foi andar. Na altura da Rua Marquês de São Vicente, na Barra Funda, zona oeste, suando muito, ele desabafou: "Essa greve é uma palhaçada. Eles param e a gente é que se dá mal."Para tentar minimizar os problema no trânsito, a Prefeitura suspendeu o rodízio de automóveis e liberou as vagas em Zona Azul. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) pendurou faixas nas pontes das Marginais do Tietê e do Pinheiros, avisando os motoristas sobre a possibilidade de greve e pedindo que evitassem circular nos horários de pico.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.