Greve da PF afeta emissão de passaportes e gera filas

No nono dia de funcionamento do novo sistema para a emissão de passaportes, as filas continuam na sede da Polícia Federal, na Lapa. Além dos problemas de sistema que a PF admite estar enfrentando, desta vez, não é a informática a única vilã da história. Cerca de 4.500 servidores administrativos da PF começaram, nesta quinta-feira, 26, uma paralisação de advertência de 48 horas. Após pressionar o governo, o comando de greve anunciou que entrou em acordo com os grevistas. No entanto, as filas persistem.A implementação do novo modelo de passaporte em São Paulo não resultou no fim das filas planejado pela Superintendência da Polícia Federal. A PF reconhece os problemas com a emissão do passaporte. Segundo a instituição, a superintendência em São Paulo foi estruturada para atender 600 pessoas por dia, mas só consegue suprir 300 pedidos por problemas com a conexão e falhas no sistema. Até terça-feira, só os postos do aeroporto de Guarulhos e do Shopping ABC, em Santo André, estavam funcionando.Fim da greve anunciadoSegundo informações do Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (Sinpecpf), a paralisação foi deliberada em Assembléia Geral Extraordinária e marcada para ter início nesta quinta-feira. Os serviços prejudicados foram, segundo o sindicato, a emissão de documentos, incluindo passaporte e porte de armas, o controle de produtos químicos, tramitação de inquéritos e todos os serviços administrativos.A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) informou nesta quinta-feira que o governo reconheceu o acordo feito com a PF em 2006, no qual será pago o reajuste de 30% no salário da categoria.

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