Greve da PF poderá prejudicar laudos da Operação Hurricane

A paralisação dos policiais federais programada para esta quarta-feira, 18, deverá atrasar a preparação dos laudos periciais relativos à Operação Hurricane (furacão, em inglês). Com isso, as mais de duas toneladas de documentos apreendidos durante a operação podem não ser analisadas, atrasando a conclusão do caso. "Historicamente, temos uma defasagem de peritos no quadro da Polícia Federal que prejudica bastante o andamento dos laudos. Com essa paralisação e, na pior das hipóteses, a greve, o que era muito difícil ficará ainda mais complicado. O governo precisa entender que os peritos criminais federais já trabalham no limite. E com a greve, o acúmulo de laudos pendentes poderá comprometer definitivamente o andamento dos inquéritos que dependem da materialidade da prova, conseguida exclusivamente por meio dos laudos periciais", argumenta o presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Octavio Brandão Caldas Netto. No caso dos peritos criminais federais, a greve desta quarta terá a participação de 100% da categoria, garantiu Brandão. Segundo ele, "a indignação dos policiais ficou ainda mais acentuada com a expectativa de o governo não cumprir os compromissos firmados de forma documentada com todas as categorias de policiais federais". Ele explicou ainda que "a gota d´água foi o não-comparecimento dos técnicos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão à reunião agendada, para o último 11 de abril, com as lideranças do Grupo das Entidades Representativas de Classe da Polícia Federal". Operação-padrão A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) e outras entidades de classe da PF já estão fazendo operação padrão nos aeroportos, o que vai tornar mais difícil a vida dos usuários da aviação. A categoria quer o cumprimento do acordo com o governo de recomposição salarial dos policiais federais. A paralisação de 24 horas dos policiais federais ocorrerá em frente às superintendências e delegacias do DPF nos Estados e em Brasília. Serão realizados atos públicos, com a leitura de um manifesto. Nos aeroportos de todo o País serão feitas operações-padrão. Em Brasília, a PF e a Polícia Civil do Distrito Federal uniram forças e fazem, juntas, a paralisação e uma caminhada pela Esplanada dos Ministérios.

Agencia Estado,

18 Abril 2007 | 08h29

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