Greve de aeroportuários não prejudica aeroportos, diz Infraero

A Infraero minimizou nesta terça-feira, 4, o alcance da greve dos aeroportuários iniciada à zero hora de hoje. Segundo a empresa, não houve nenhuma alteração nos vôos. Ela admitiu apenas que o balcão de informações ao passageiro no Aeroporto Internacional de Guarulhos ficou fechado por duas horas durante a manhã, em conseqüência da paralisação dos funcionários. De acordo com o Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), a greve dos funcionários chegou a 80% nos aeroportos de Belém e Guarulhos; 64% em Maceió, 50% em Campinas, Cuiabá e Fortaleza; 40% em Salvador e 30% em Brasília. Segundo o Sina, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, o sistema informativo está precário e as informações que são atualizadas durante a madrugada, estão sendo atualizadas de hora em hora pelos funcionários que continuam trabalhando. As filas nos guichês das companhias e nas salas de embarque estão com número de passageiros acima do normal. A categoria paralisou suas atividades nos 64 dos 66 aeroportos de todo o País administrados pela Infraero. O movimento reivindica um reajuste salarial de 37,4%, enquanto a Infraero oferece 4,6%. Os aeroportuários também querem um novo um plano de carreira, demanda que enfrenta resistência do Ministério do Planejamento. O presidente do Sina, José Alencar Gomes Sobrinho, afirma que os usuários devem evitar embarcar quarta-feira, pois a segurança de vôo estará comprometida. "Quem quiser ter um vôo tranqüilo, não vá ao aeroporto enquanto estivermos em greve", diz Sobrinho. "Não poderemos garantir a segurança de ninguém." A Infraero afirma que respeita o direito constitucional de greve, mas garante que os serviços essenciais para a manutenção dos vôos serão mantidos. "Não haverá prejuízo ao usuário, os aeroportos estarão operando normalmente", afirmou a empresa por meio de sua assessoria. No entanto, se em algum aeroporto a paralisação vier a influir na segurança de vôo, a empresa admite que pode cancelar alguns vôos.

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