Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Greve de agentes atinge 41 penitenciárias paulistas

A greve dos agentes penitenciários contra o assassinato do carcereiro Nilton Celestino, de 41 anos, morto quarta-feira em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, atingiu 41 presídios, segundo o sindicato da categoria. A morte de Celestino foi atribuída à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) reconheceu a paralisação em 19 unidades. De acordo com o presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária (Sindasp), Cícero Sarney, o movimento serviu para mostrar a "indignação" dos agentes contra a falta de segurança da classe e a omissão das autoridades. "Os agentes se tornaram vítimas do caos instalado no sistema prisional", criticou. Segundo Sarney, a greve atingiu 19 unidades no interior, principalmente na região oeste do Estado, e 22 na Grande São Paulo. "Esse era o tipo de movimento que o sindicato não gostaria de realizar. Esperávamos cruzar os braços apenas para reivindicar melhorias e não para chorar a morte de um companheiro."Segundo a secretaria, a greve não chegou a acarretar problemas no funcionamento das unidades. Sarney disse, no entanto, que nos maiores presídios os detentos ficaram agitados e reclamaram muito da greve. Em razão do movimento, eles ficaram "na tranca", ou seja, não puderam sair para o banho de sol, o trabalho e outras atividades. Transferências de presos também foram suspensas nas penitenciárias em greve. O sindicato anunciou uma nova paralisação de 24 horas a partir da zero hora do próximo dia 4. Segundo Sarney, em assembléia realizada no último dia 1º, a categoria decidiu parar no dia seguinte à morte de qualquer agente e no 7º dia subseqüente.

Agencia Estado,

29 de junho de 2006 | 19h06

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.