Greve de agentes penitenciários é frustrada no MS

Manobras da Força Nacional de Segurança Pública e ameaças de demissão, frustraram nesta quinta-feira, 20, uma greve de 24 horas anunciada pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários de Mato Grosso do Sul. Os líderes da categoria já haviam mobilizado agentes de 30 dos 37 estabelecimentos penais do Estado e marcado para 13h o início da paralisação. Contudo, três horas antes, o secretário de Justiça e Segurança Pública, Raufi Marques, anunciou as punições, acrescentando que todas as reivindicações dos prováveis grevistas estavam sendo atendidas. Em seguida, três grupos de 40 militares cada da Força Nacional, iniciaram movimentações da tropa nos três maiores presídios do MS, situados em Campo Grande, Dourados e Naviraí. Foram feitas duas operações de vistorias de celas e encontrados celulares, além de facas feitas na prisão. No final da tarde, o movimento grevista ficou limitado à exposição de faixas nas entradas principais das penitenciárias e a posição do sindicato.Para o secretário de administração do sindicato dos agentes, Mauro Teli Veiga, o anúncio da greve foi positivo. "O simples fato de o governo mostrar o que está acontecendo no setor, em favor da categoria já é um avanço". Ele se referia ao ofício do secretário Raufi Marques, enviado ao sindicato, destacando que o governo está preocupado em resolver a situação dos agentes, com abertura de concurso público para contratação de mais 200 profissionais; cursos de tiros para a liberação de porte de arma e melhoria nos presídios.Uma das medidas anunciadas pelo secretário para amenizar o clima tenso nos presídios é a transferência para o presídio federal do Paraná de 20 detentos ligados a facções criminosas, presos em Naviraí. Outro ponto anunciado é a criação de alas de isolamento de outros 100 presos considerados líderes das rebeliões ocorridas em maio no MS. Também serão abertas licitações para construção de presídios estaduais.

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