Greve de funcionários acaba nos principais aeroportos

Após cerca de dez horas deparalisação, os aeroportuários decidiram na manhã destaquarta-feira encerrar a greve nos principais aeroportos do paíse aceitar proposta da Infraero, informou o Sindicato Nacionaldos Aeroportuários (Sina). A categoria, que iniciou o movimento à 0h destaquarta-feira, pedia aumento salarial de 6 por cento, uma sériede benefícios adicionais e uma nova administração na Infraero,empresa estatal responsável pelos aeroportos no país. A contraproposta da Infraero, inclui reajuste salarial de5,3 por cento, aumento do vale alimentação e mudanças no planode carreira a serem implementadas a partir de abril. Doze dos 67 aeroportos administrados pela estatal aderiramà greve e oito deles -- Congonhas, Guarulhos e Campo de Marte(São Paulo), Tom Jobim (Rio de Janeiro), Confins (BeloHorizonte), Campinas, Vitória (ES), Londrina (PR) -- jádecidiram pelo fim da greve. Mais cedo, o sindicato havia informado que os aeroportos deGoiânia e Porto Alegre haviam decidido pelo fim da paralisação.Mais tarde, no entanto, a assessoria de imprensa corrigiu ainformação e retirou as duas cidades da lista. Ainda faltam as assembléias dos aeroportos da capitalgaúcha e de Manaus, Fortaleza e no Santos Dumont (Rio). Goiânianão realizou assembléia, de acordo com o sindicato. A paralisação não chegou a causar transtornos aospassageiros. Os funcionários dos outros 55 aeroportosadministrados pela Infraero não aderiram à paralisação. "Os funcionários ficaram satisfeitos com a proposta daInfraero e a continuidade da greve não se justificava", disse opresidente da subsede do sindicato no Rio de Janeiro, AdemirLima de Oliveira, após a assembléia que pôs fim ao movimento noaeroporto Tom Jobim. O anúncio da greve gerou temores de repetição de cenasregistradas nos dois últimos anos nos aeroportos brasileiros,quando dois acidentes aéreos --com o vôo 1907, da Gol, no MatoGrosso; e com o vôo 3054, da TAM, em Congonhas-- aliados a ummotim dos controladores de tráfego aéreo, provocaram enormesfilas e tumultos nos saguões dos aeroportos. (Reportagem de Eduardo Simões, em São Paulo, e Rodrigo VigaGaier, no Rio de Janeiro)

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