Greve de funcionários da Febem aumenta risco de rebeliões

A greve prometida para segunda-feira pelos funcionários da Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (Febem) em São Paulo pode facilitar novas rebeliões de internos. "Atualmente, se 10% dos funcionários pararem, a Febem estoura", alertou o presidente do sindicato da categoria, Antônio Gilberto da Silva. "Em nenhuma greve até hoje tivemos rebeliões, porém a situação está delicada", disse o presidente do sindicato. A última rebelião foi na sexta-feira, em Franco da Rocha. A unidade teve um motim que durou uma hora e meia. Os rebelados destruíram paredes e portas e atearam fogo em colchões, em protesto pela demora em processos judiciais.Apesar do clima tenso em algumas unidades, a expectativa do sindicato é de que mais de 70% do 6.400 funcionários parem o trabalho nas 48 unidades do Estado. Eles querem que a instituição pague no 13.º salário e nas férias um abono pela média das horas extras trabalhadas durante o ano. Silva disse que o direito ao vale-transporte também foi suspenso e todas essas reivindicações haviam sido aceitas após greve feita em setembro.O novo presidente da Febem, Paulo Sérgio de Oliveira Costa, está viajando. Já a Assessoria de Imprensa da Febem informou que "não há muito o que fazer" diante do prazo imposto pelo sindicato, mesmo sabendo que a greve já havia sido determinada em assembléia no dia 23 de dezembro. A Assessoria informou que o novo presidente da entidade não teve tempo para avaliar os pedidos. Uma reunião marcada para sexta-feira foi cancelada por causa da rebelião. A Febem afirma ter um esquema de emergência, com apoio da Secretaria da Segurança Pública, para contornar a possível paralisação.

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